Em resposta direta às críticas dos Estados Unidos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu veementemente o histórico do Brasil em direitos humanos. Durante a cerimônia de apresentação de medidas contra as tarifas impostas pelos EUA, Lula afirmou que o país não aceitará acusações infundadas sobre o tema. A declaração marca uma escalada na tensão diplomática entre os dois países.
“Brasil não tinha, efetivamente, nenhuma razão para ser taxado e tampouco aceitaremos qualquer pecha de que no Brasil nós não respeitamos direitos humanos”, declarou o presidente, em referência ao relatório do Departamento de Estado dos EUA que apontou supostas falhas na área. Lula enfatizou que o Brasil possui um sistema judicial autônomo e que as decisões tomadas internamente não configuram desrespeito aos direitos fundamentais.
O relatório americano, em particular, critica ações do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), alegando censura a aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. Lula, por sua vez, rebateu as acusações, garantindo que nem o Poder Executivo nem o Congresso Nacional interferem nas decisões do Judiciário.
Além de defender o Brasil, Lula aproveitou o momento para criticar a postura dos EUA em relação a outros países. “Nossos amigos americanos, toda vez que eles resolvem brigar com alguém, eles tentam criar uma imagem de demônio contra as pessoas que eles querem brigar”, disse o presidente, evidenciando a percepção de que as críticas sobre direitos humanos seriam uma ferramenta para exercer pressão política.
A declaração de Lula sinaliza uma postura firme do governo brasileiro em defesa de sua soberania e de suas instituições, em um momento de crescente polarização global e de questionamentos sobre o papel do Brasil no cenário internacional.
Fonte: http://www.metropoles.com