Nova lei sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva garante presunção absoluta de vulnerabilidade e elimina brechas para relativização do crime

Presidente Lula sanciona lei que elimina brechas para relativização do estupro de vulnerável, reforçando proteção às vítimas.
Lei sancionada por Lula consolida proteção contra estupro de vulnerável
No dia 8 de março de 2026, data em que se celebra o Dia Internacional da Mulher, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou uma importante lei que reforça a proteção contra o estupro de vulnerável. A nova norma altera o Código Penal para assegurar que a condição de vulnerabilidade das vítimas, como menores de 14 anos ou pessoas incapazes de se defender, seja absoluta e inquestionável, eliminando a possibilidade de relativização do crime.
Impactos da nova legislação na luta contra crimes sexuais
A alteração promovida pelo governo federal representa um avanço significativo no combate ao estupro de vulnerável. Segundo o Ministério da Justiça, em 2025 foram registradas 83.388 vítimas de estupro no Brasil, incluindo casos de vulnerabilidade, o que indica uma média superior a 228 notificações diárias. A lei busca eliminar brechas que permitiam que agressões fossem justificadas por supostos consentimentos da vítima, sua experiência sexual prévia ou mesmo a ausência de gravidez decorrente do ato criminoso.
Detalhes da presunção absoluta de vulnerabilidade estabelecida pela lei
A nova legislação deixa claro que a presunção de vulnerabilidade é absoluta, ou seja, a vítima não pode ser questionada quanto a sua capacidade de consentir. Além disso, as penas aplicáveis são mantidas independentemente de fatores subjetivos relacionados à vítima, como sua experiência sexual anterior ou consentimento alegado. Essa medida visa assegurar que os agressores sejam responsabilizados integralmente, sem possibilidade de argumentação que minimize a gravidade do crime.
Reações e explicações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Em suas redes sociais, o presidente Lula destacou que a alteração no Código Penal visa fechar todas as brechas que permitiam a absolvição de pessoas acusadas de estupro de vulnerável. Ele ressaltou que não haverá mais espaço para alegações de consentimento ou justificativas baseadas na ausência de gravidez, reforçando o compromisso do governo com a proteção dos direitos das vítimas e a aplicação rigorosa da lei.
Contexto social e jurídico da nova lei no Brasil
O estupro de vulnerável é um crime que afeta diretamente grupos protegidos pela legislação, como crianças, adolescentes e pessoas em situação de incapacidade de defesa. A decisão de sancionar essa lei no Dia Internacional da Mulher reforça a importância da proteção dos direitos humanos e da promoção da justiça no país. A medida poderá influenciar positivamente na diminuição da impunidade e no fortalecimento das políticas públicas voltadas para a prevenção e combate à violência sexual.
Fonte: www.metropoles.com





