Lula revoga ampliação da operação no Santos Dumont para beneficiar o Galeão

Decisão presidencial reverte despacho que permitiria mais voos no aeroporto carioca, favorecendo o equilíbrio do sistema aeroportuário do Rio de Janeiro

Lula revoga ampliação da operação no Santos Dumont para beneficiar o Galeão
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em reunião com o prefeito Eduardo Paes no Planalto. Foto: Ricardo Stuckert/ PR

Presidente Lula revoga despacho da Anac que ampliava a operação no Santos Dumont, reforçando estratégia para o crescimento do Aeroporto Galeão.

Lula revoga ampliação da operação no Santos Dumont para fortalecer o Galeão

A ampliação da operação no Santos Dumont foi revogada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em reunião realizada no dia 3 de fevereiro de 2026, no Palácio do Planalto, com o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, e o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho. A decisão presidencial visa garantir o equilíbrio do sistema aeroportuário carioca, privilegiando o crescimento do Aeroporto Internacional do Galeão, que tem apresentado aumento expressivo no fluxo de passageiros desde a implementação das restrições no Santos Dumont.

Impactos da decisão na dinâmica aeroportuária do Rio de Janeiro

Desde 2023, o governo federal implementou uma política de restrição no Santos Dumont, limitando a movimentação anual de passageiros a 6,5 milhões, com o objetivo de redistribuir a demanda aérea para o Galeão. Esta medida foi fundamental para a recuperação e expansão do aeroporto internacional, que teve seu fluxo elevado de 6,8 milhões para 16,1 milhões de passageiros. A integração operacional entre os dois terminais, iniciada em 2024, reforça esta coordenação estratégica que busca otimizar o sistema como um todo e fomentar o turismo e os negócios no estado.

Reações políticas e administrativas à revogação do despacho da Anac

A Agência Nacional de Aviação Civil havia publicado em dezembro de 2025 um despacho que flexibilizava as operações no Santos Dumont, após reuniões com as principais companhias aéreas. No entanto, a Prefeitura do Rio impetrou representação contra essa decisão no Tribunal de Contas da União, alegando que a alteração comprometeria a política que tem impulsionado o Galeão. O prefeito Eduardo Paes celebrou a revogação como uma vitória para o aeroporto internacional e agradeceu o presidente Lula pela defesa dos interesses do Rio.

A estratégia do Ministério de Portos e Aeroportos para o crescimento do turismo

O Ministério de Portos e Aeroportos justificou a revogação como consequência do expressivo crescimento da aviação e do turismo no estado, reforçando a necessidade de uma agenda estratégica conjunta para o Rio de Janeiro. O leilão para a venda assistida do Galeão está mantido para 30 de março de 2026, garantindo segurança jurídica e previsibilidade para investidores interessados, o que é fundamental para o desenvolvimento sustentável do aeroporto e da região.

Análise do cenário e perspectivas para o sistema aeroportuário do Rio

A decisão de revogar a ampliação da operação no Santos Dumont reforça uma estratégia deliberada de equilibrar a oferta de voos entre os dois principais aeroportos cariocas, promovendo um crescimento mais ordenado e sustentável. O aumento de passageiros no Galeão contribui para a retomada do turismo e da economia local, enquanto o Santos Dumont mantém seus limites para evitar congestionamentos. A continuidade da venda assistida do Galeão poderá atrair investimentos que ampliem a capacidade e a eficiência do aeroporto internacional, consolidando o Rio de Janeiro como um polo de aviação e turismo.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: Ricardo Stuckert/ PR