Programa multidisciplinar do Paraná oferece suporte psicológico e cuidados especializados para mães durante internação neonatal

O Paraná implementa suporte psicológico e o Método Canguru para mães de bebês prematuros na UTI neonatal, melhorando saúde mental e vínculo familiar.
O impacto do nascimento prematuro na saúde mental das mães no Paraná
O apoio em saúde mental para mães de bebês prematuros é uma prioridade no Paraná, especialmente diante do desafio que representa a internação prolongada em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal. Segundo dados recentes, mães de bebês prematuros internados têm 2,5 vezes mais chances de desenvolver depressão pós-parto, além de relatos significativos de ansiedade e estresse pós-traumático. A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) tem adotado métodos multidisciplinares para oferecer suporte integral a essas famílias. A médica Luciane Favero Basegio, coordenadora da UTI Neonatal do Hospital de Clínicas em Curitiba, reforça a importância do acompanhamento psicológico desde a identificação da gravidez de risco.
Método Canguru como estratégia multidisciplinar no Hospital de Clínicas
O Hospital de Clínicas, em Curitiba, é referência no Paraná para o Método Canguru, uma abordagem que promove o contato pele a pele entre mãe e bebê prematuro, favorecendo a estabilização clínica do recém-nascido e o fortalecimento do vínculo afetivo. Esta prática envolve uma equipe multiprofissional composta por enfermeiros, pediatras, psicólogos, fisioterapeutas e outros especialistas, que atuam juntos para garantir o bem-estar do bebê e da família. Anna Karolina Rauth Debacco, mãe que vivenciou esta experiência com seu filho prematuro extremo, destaca o papel essencial do método para reduzir ansiedade e fortalecer sua confiança nos cuidados com o bebê.
A importância do suporte psicológico contínuo para mães em situação de risco
O acompanhamento psicológico é oferecido desde o pré-natal até a alta hospitalar para mães de bebês prematuros. A psicóloga clínica Jackeline Araujo explica que a grande maioria das mães enfrenta instabilidade emocional e desafios físicos decorrentes do parto prematuro e da internação neonatal. O apoio emocional durante todo o processo ajuda a prevenir quadros de depressão e ansiedade. Além disso, as mães que permanecem com instabilidade emocional após a alta são encaminhadas para atendimento nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), garantindo continuidade no cuidado.
Dados sobre prematuridade no Paraná evidenciam a relevância do programa
O Paraná registrou aproximadamente 15,9 mil nascimentos de bebês prematuros em 2025, segundo levantamento da Sesa baseado em dados do Ministério da Saúde. Este cenário reforça a necessidade de programas estruturados para atender tanto os bebês quanto suas famílias, especialmente as mães, que enfrentam maiores riscos emocionais. O investimento em saúde mental e o uso do Método Canguru proporcionam melhores condições para o desenvolvimento saudável dos recém-nascidos e para a recuperação emocional das mães.
O compromisso do Governo do Paraná com a saúde mental materna e neonatal
O secretário estadual da Saúde do Paraná, Beto Preto, enfatiza que o cuidado com o bebê prematuro está diretamente ligado ao suporte que a família recebe, principalmente a mãe. A política pública adotada busca garantir que mães amparadas emocionalmente possam estabelecer vínculos afetivos essenciais para o desenvolvimento dos filhos. A gestão tripartite do Hospital de Clínicas assegura a implementação do método e o atendimento humanizado, refletindo um modelo que pode servir de referência para outras unidades de saúde no estado.





