Acervo com 666 obras de 135 artistas retorna ao Brasil e reforça memória cultural

A maior coleção de arte afro-brasileira repatriada chega ao Muncab, com 666 obras que reforçam a identidade cultural do Brasil.
A arte afro-brasileira repatriada ganha novo capítulo com a chegada de 666 obras de 135 artistas ao Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (Muncab), em Salvador, no dia 12 de janeiro. Este conjunto representa a maior coleção desse segmento já devolvida ao Brasil, reforçando a importância da preservação e valorização da cultura afro-brasileira.
Repatriação e significado histórico
O acervo foi doado por iniciativa internacional por meio do projeto Con/Vida, organizado por Bárbara Cervenka e Marion Jackson, artistas e colecionadoras norte-americanas que reconheceram a relevância de devolver essas obras às suas origens. A ação foi apoiada pelo Ministério da Cultura, com a ministra Margareth Menezes destacando o movimento como um reencontro do Brasil com sua própria história e identidade cultural.
“Esses bens culturais retornam como objetos artísticos e como testemunhos vivos da memória afro-brasileira, reforçando a dignidade, a identidade e o pertencimento cultural do povo brasileiro”, declarou a ministra durante a cerimônia de reintegração.
Diversidade e riqueza do acervo
O conjunto inclui uma ampla variedade de formas artísticas, englobando pinturas, esculturas, fotografias, gravuras, xilogravuras, arte sacra, objetos rituais e estampas. As obras abrangem três décadas de produção cultural e representam nomes fundamentais para a arte afro-brasileira, como J. Cunha, Babalu, Goya Lopes, Zé Adário, Lena da Bahia, Raimundo Bida, Sol Bahia e Manoel Bonfim, entre outros.
Impacto para o Muncab e o público
Com a incorporação deste acervo, o Muncab se consolida como um dos principais guardiões da arte afro-brasileira no país. Segundo Jamile Coelho, diretora do museu, essa devolução carrega um valor simbólico e histórico profundo, ampliando o conhecimento sobre a produção cultural brasileira e apoiando o direito à memória e à reparação histórica.
“Este acervo fortalece a missão do museu de contar a história do Brasil a partir de perspectivas democráticas, inclusivas e plurais”, destacou Jamile.
Exposição e acesso público
A expectativa é que a exposição das obras ao público seja inaugurada no início de março, permitindo que visitantes de Salvador e de outras regiões tenham contato direto com essa importante coleção. O acesso a essas obras propicia uma reflexão aprofundada sobre a diversidade cultural brasileira e a contribuição da população afrodescendente para a construção da identidade nacional.
O retorno desse acervo simboliza um compromisso com a valorização e o reconhecimento da cultura afro-brasileira, além de fortalecer as bases para futuras iniciativas de preservação e promoção desse patrimônio artístico e histórico.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
Fonte: Divulgação





