Práticas fitossanitárias e nutricionais garantem sanidade e qualidade em diversas regiões do estado

O manejo intensificado de citros no Rio Grande do Sul assegura o desenvolvimento saudável dos frutos e mantém a sanidade das plantas em diversas regiões.
Manejo intensificado de citros no Rio Grande do Sul assegura qualidade e sanidade
O manejo intensificado de citros no Rio Grande do Sul tem sido fundamental para manter a saúde das plantas e garantir o desenvolvimento adequado dos frutos nas diversas regiões do estado. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar em 19 de janeiro, as práticas agrícolas envolvem ações fitossanitárias e nutricionais específicas que se adaptam às condições locais e fases do cultivo, contribuindo para a sustentabilidade da produção.
Práticas fitossanitárias e nutricionais em diferentes regiões do estado
Na região administrativa de Bagé, especialmente em São Gabriel, os produtores realizam tratos culturais rotineiros, incluindo aplicações de fungicidas e inseticidas, além de adubações de manutenção e limpeza dos pomares, com o objetivo de preservar a sanidade das plantas e garantir o desenvolvimento dos frutos. Já em Frederico Westphalen, os cultivos encontram-se predominantemente na fase de desenvolvimento dos frutos, momento que exige manejo nutricional e fitossanitário intensificado, contemplando adubações de cobertura para assegurar o enchimento e qualidade dos frutos, além do controle preventivo de pinta-preta, cancro-cítrico e manejo de ácaros.
Na região de Ijuí, o manejo do solo se destaca com a presença de cobertura vegetal nas entrelinhas, protegendo contra erosão, mantendo a umidade e melhorando as condições físicas e biológicas do solo, o que favorece o desenvolvimento adequado das plantas. Em Lajeado, a sanidade dos pomares é considerada satisfatória, embora áreas de solos rasos apresentem sinais de deficiência hídrica devido ao calor recente. Os produtores concluíram o raleio das bergamoteiras da variedade Okitsu e intensificaram essa prática nas variedades Caí e Pareci, além de realizar roçadas e a retirada de galhos finos para melhorar a estrutura das plantas e a qualidade dos frutos.
Mercado e preços dos citros no Rio Grande do Sul
No mercado regional, os preços da mandarina ou bergamota verde variam entre R$ 12,00 e R$ 16,00 por caixa em diferentes municípios como Montenegro, Tupandi e São José do Sul. Entretanto, há relatos de que indústrias do setor solicitam prazos estendidos de até 180 dias para pagamento da fruta. Quanto à lima ácida Tahiti, comercializada em Harmonia, o preço médio é de R$ 35,00 por caixa de 25 quilos. Em Brochier, o limão Tahiti custa entre R$ 40,00 e R$ 50,00 por caixa e o limão Siciliano gira em torno de R$ 40,00 por caixa do mesmo peso.
Monitoramento e proteção fitossanitária na etapa de formação dos frutos
Na região de Passo Fundo, onde a laranja está na fase crucial de formação dos frutos que determina o potencial produtivo da próxima safra, os pomares apresentam bom estado fitossanitário. Produtores realizam o monitoramento constante de pragas e doenças como pinta-preta e ácaros, aplicando inseticidas e acaricidas conforme as orientações técnicas para manter a qualidade. Os preços pagos ao produtor variam entre R$ 0,80 e R$ 0,90 por quilo, de acordo com a qualidade e classificação da fruta.
Em Soledade, as áreas cultivadas apresentam boa sanidade e desenvolvimento compatível com o período, com monitoramento fitossanitário preventivo que contribui para a manutenção da qualidade dos frutos e equilíbrio produtivo.
Importância do manejo integrado para a sustentabilidade da citricultura gaúcha
O manejo intensificado de citros no Rio Grande do Sul traduz-se em um conjunto coordenado de práticas que promovem a saúde das plantas, o desenvolvimento ótimo dos frutos e a sustentabilidade da cultura. A combinação de tratos culturais, adubações estratégicas, controle integrado de pragas e doenças, além da conservação do solo e manejo hídrico, formam a base para uma produção eficiente e com qualidade reconhecida. Estes esforços colaboram para a competitividade dos produtores locais e para o fortalecimento do setor citrícola no cenário regional.
Fonte: www.agrolink.com.br





