Manifestação em apoio a Bolsonaro é considerada irresponsável por políticos; cerca de 30 pessoas foram hospitalizadas

Marcha de Nikolas Ferreira em apoio a Bolsonaro foi classificada como irresponsável por políticos após raio atingir manifestantes e cerca de 30 serem hospitalizados.
A marcha de Nikolas Ferreira em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, realizada entre 19 e 25 de janeiro de 2026, culminou em um episódio grave que provocou debates intensos sobre responsabilidade e segurança em manifestações políticas. O ato, que teve início em Paracatu (MG) e encerrou na Praça do Cruzeiro, em Brasília (DF), foi marcado pela ocorrência de um raio que atingiu manifestantes, deixando cerca de 30 pessoas hospitalizadas.
Críticas da base do governo à organização do ato
Políticos da base governista classificaram a manifestação como irresponsável. O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), criticou a falta de comunicação com órgãos como a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). Segundo ele, a marcha iniciou sem aviso prévio e ocupou vias públicas, incluindo a BR-040, comprometendo a segurança dos participantes.
Além disso, Lindbergh ressaltou que, mesmo diante da forte tempestade que atingiu Brasília, os organizadores não dispersaram a manifestação, colocando em risco a integridade dos manifestantes. Ele também mencionou a presença de um helicóptero pousando na borda da estrada durante o trajeto, reforçando o cenário de descontrole.
Reações de parlamentares e avaliação do risco
A deputada Erika Hilton (PSOL-SP) destacou que convocar pessoas para percorrer 200 quilômetros no acostamento de uma rodovia já implica riscos, e criticou a falta de diálogo com as autoridades e a ausência de precauções diante do alerta de tempestade com raios. Ela atribuiu a responsabilidade pelo ocorrido tanto a Nikolas Ferreira quanto aos políticos que acompanharam o ato e aos próprios manifestantes, especialmente aqueles que levaram crianças.
Já o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) acusou Nikolas Ferreira de oportunismo político, apontando que o parlamentar não demonstrou solidariedade às vítimas e tratou o incidente como um efeito colateral da manifestação, sem compaixão.
Resposta de Nikolas Ferreira sobre o incidente
Em declaração na noite do domingo (25), Nikolas Ferreira negou que o ato tenha sido mal organizado. Ele afirmou que o incidente foi um evento natural, fora do controle dos organizadores, e que visitou os apoiadores hospitalizados para prestar solidariedade. Segundo Nikolas, das 27 vítimas, apenas duas permaneceriam em observação, enquanto as demais não apresentavam gravidade.
Impactos e atendimento médico
O Corpo de Bombeiros informou que oito manifestantes foram atingidos diretamente pelo raio, sofrendo queimaduras em áreas como as mãos e o tórax. No total, 72 pessoas receberam atendimento no local, sendo que 30 foram encaminhadas a hospitais devido a ferimentos variados, incluindo torções e quadros de hipotermia desencadeados pelas condições climáticas adversas.
A marcha de Nikolas Ferreira, apesar de ter caráter político e simbólico, levantou questões cruciais sobre a organização e a segurança em manifestações públicas, sobretudo em situações climáticas adversas e longas jornadas em rodovias. O episódio evidencia a necessidade de protocolos claros e comunicação eficiente entre organizadores e autoridades para resguardar a integridade dos participantes.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
Fonte: Redes Socais





