Marquise do Ibirapuera reabre e atrai multidão no primeiro domingo

Espaço projetado por Oscar Niemeyer volta após quase seis anos fechado, com áreas delimitadas para lazer

Marquise do Ibirapuera reabre após quase seis anos e recebe multidão no domingo, com áreas definidas para skate, patins e crianças.

O parque Ibirapuera, em São Paulo, celebrou neste domingo (25) a reabertura da marquise projetada por Oscar Niemeyer, que esteve fechada por quase seis anos devido a problemas estruturais. A reabertura oficial ocorreu no sábado (24), mas a movimentação maior aconteceu no domingo, quando famílias e frequentadores lotaram o espaço para aproveitar o local.

Marquise reabre após anos fechada

Fechada desde agosto de 2020 por questões estruturais, a marquise do Ibirapuera passou por uma reforma que só começou em 2024, com investimento de R$ 84 milhões da Prefeitura de São Paulo, que administra o parque por meio da concessionária Urbia. As obras incluíram troca dos forros do teto, impermeabilização e instalação de novos pisos. Por se tratar de um patrimônio tombado, as intervenções tiveram que ser aprovadas por órgãos de preservação, o que causou atrasos e mudanças no cronograma original.

Público diversificado e atividades ao ar livre

No domingo, o vão sob a marquise estava cheio durante todo o dia, com um público diversificado. Crianças com patins, jovens e adultos em skate, ciclistas de BMX, além de pessoas buscando descanso após caminhadas, ocuparam o espaço. A família Ferreira, por exemplo, saiu cedo do Jardim Ângela, na zona sul, para passar o dia no local e fazer um piquenique, aproveitando a sombra e o ambiente amplo. Crianças pequenas ficaram encantadas com o espaço reaberto e a presença de outras pessoas.

Espaços delimitados para diferentes usos

Para organizar o uso do espaço, a Urbia dividiu a marquise por fitas coladas no chão, criando áreas exclusivas para skate, patins e BMX, além de um setor infantil para crianças com bicicletas de até aro 16. Essa divisão, sem o uso de grades, gerou opiniões divergentes: alguns frequentadores consideram as limitações burocráticas e restritivas, enquanto outros avaliam que as delimitações garantem segurança e convivência harmônica. O setor para crianças, no entanto, é unanimidade entre os usuários do parque.

Impactos e perspectivas para o espaço

A reabertura da marquise gera um custo adicional aproximado de R$ 3,5 milhões por ano para manutenção. Além das atividades esportivas, a concessionária avalia a possibilidade de utilizar parte do espaço para exposições culturais, o que dependerá de análises conjuntas com as autoridades responsáveis. Apesar da retomada, algumas áreas do entorno permanecem fechadas, incluindo o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM), em reforma sem previsão de término, e um espaço destinado a um restaurante, que ainda está em fase de planejamento.

Reações da comunidade

Moradores e frequentadores comemoram a reabertura do espaço, que havia sido aguardada por muito tempo. Giuliana Kruhl, vizinha do parque, levou a neta para brincar de patins e destacou a importância de um local aberto e seguro para o lazer das crianças. O movimento intenso no domingo reforça a relevância da marquise como ponto de encontro e lazer na capital paulista, consolidando seu valor cultural e social para a cidade.