Estado amplia proteção a bebês de alto risco com uso do Nirsevimabe na rede pública de saúde

Paraná inicia uso do Nirsevimabe para prevenir infecções pelo vírus sincicial em bebês de alto risco na rede pública.
Uso do Nirsevimabe no Paraná inicia em maternidades de alto risco
O Nirsevimabe no Paraná já está em uso nas maternidades de alto risco desde a primeira aplicação realizada no Hospital do Trabalhador, em Curitiba, marcando um avanço importante na prevenção do Vírus Sincicial Respiratório (VSR) em bebês vulneráveis. O imunobiológico foi distribuído para 35 unidades da rede pública, com 1.366 doses fornecidas pelo governo federal e repassadas às regionais de saúde.
Características e indicações do Nirsevimabe para bebês
O Nirsevimabe destina-se a recém-nascidos prematuros com idade gestacional até 36 semanas e 6 dias e a crianças com menos de 24 meses que apresentem comorbidades como cardiopatias congênitas, broncodisplasia, imunocomprometimento, Síndrome de Down, fibrose cística e outras condições respiratórias ou neuromusculares. A aplicação ocorre preferencialmente na maternidade ou durante internação neonatal, desde que o bebê esteja clinicamente estável e sem necessidade de suporte intensivo.
Impactos na saúde pública e redução das infecções pelo vírus sincicial
Segundo o secretário estadual da Saúde, Beto Preto, a disponibilização do Nirsevimabe representa um reforço significativo no cuidado aos recém-nascidos, ampliando a proteção com um imunobiológico moderno, seguro e eficaz. A iniciativa reforça a rede pública de saúde no enfrentamento das infecções respiratórias graves, que são uma das principais causas de hospitalização infantil relacionadas ao VSR.
Diferenças entre Nirsevimabe e outros imunobiológicos já utilizados
Ao contrário do Palivizumabe, que exige doses mensais durante a temporada de maior circulação do vírus, o Nirsevimabe oferece proteção com uma única dose, facilitando o esquema de imunização e aumentando a adesão. Essa imunização passiva fornece anticorpos prontos para combater o VSR, reduzindo significativamente o risco de bronquiolite e pneumonia em bebês.
Estratégias complementares para prevenção do vírus sincicial no Paraná
Além do Nirsevimabe, o Paraná investe na vacinação de gestantes a partir da 28ª semana para prevenir a infecção ainda na barriga da mãe. Essa vacina é aplicada sem restrição de idade e tem como objetivo proteger os recém-nascidos durante os primeiros seis meses de vida, período em que são mais suscetíveis a complicações graves causadas pelo VSR.
Critérios e cuidados para a aplicação do Nirsevimabe
A administração do Nirsevimabe é contraindicada em casos de histórico de reações alérgicas graves ao medicamento ou em distúrbios hemorrágicos que impeçam a aplicação intramuscular. Em situações específicas, a aplicação por via subcutânea pode ser avaliada pela equipe médica, seguindo protocolos técnicos rigorosos para garantir segurança e eficácia.
Depoimento familiar destaca importância do novo imunobiológico
Os gêmeos Arthur e Cauã, de dois dias, foram os primeiros a receber o Nirsevimabe no Hospital do Trabalhador. A mãe, Cibele dos Santos, ressalta a tranquilidade proporcionada pela proteção contra uma doença que frequentemente causa hospitalizações, evidenciando o impacto positivo da medida para famílias e para o sistema de saúde.
Período de administração conforme perfil dos pacientes
Para prematuros, a dose única do Nirsevimabe pode ser administrada a qualquer época do ano, preferencialmente na maternidade. Já para crianças com comorbidades, a aplicação ocorre somente durante o período sazonal do VSR, entre fevereiro e agosto, respeitando as orientações do Ministério da Saúde para maximizar a proteção.
Conclusão: avanço na proteção infantil e fortalecimento da rede pública
A implementação do Nirsevimabe no Paraná demonstra o compromisso do estado em fortalecer a saúde pública e proteger os grupos mais vulneráveis contra o vírus sincicial respiratório. A medida reduz a incidência de infecções graves e internações hospitalares, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida dos bebês e para a eficiência do sistema de saúde estadual.





