Ministro do STF permite fluxo padrão na análise de dispositivos eletrônicos apreendidos em investigação bilionária contra o Banco Master
Ministro André Mendonça autoriza perícia regular da PF em operação que investiga fraudes bilionárias no Banco Master.
Contexto da autorização para perícia regular da PF na Operação Compliance Zero
O ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, autorizou a perícia regular da PF na Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraudes bilionárias ligadas ao Banco Master. A decisão, proferida no dia 19 de fevereiro de 2026, permite que a Polícia Federal utilize seu fluxo ordinário para analisar aproximadamente 100 dispositivos eletrônicos apreendidos, incluindo celulares e computadores. Mendonça é o relator dos processos relacionados à operação no STF, o que confere centralidade à sua decisão.
Detalhes da decisão e aplicação prática na investigação
A Polícia Federal havia solicitado a autorização para distribuir as perícias entre vários peritos habilitados, devido ao volume e à complexidade do material, que demandaria cerca de 20 semanas para análise por um único profissional. Mendonça deferiu esta solicitação, permitindo que as extrações, indexações e análises sigam os protocolos institucionais da corporação. Ele também autorizou a realização de diligências ordinárias que não envolvam oitivas, além de manter a custódia do material apreendido dentro dos depósitos da PF. Essa medida visa evitar entraves logísticos, reduzir riscos à cadeia de custódia e garantir maior eficiência operacional.
Preservação do sigilo e controles na investigação da operação
Apesar da flexibilização na rotina pericial, o ministro Mendonça impôs condicionantes rigorosas para preservar o sigilo da investigação. O compartilhamento de dados está restrito apenas aos agentes diretamente envolvidos no caso, com limitações para outras áreas administrativas da PF, que devem atuar apenas em suporte logístico e operacional. Mendonça ressaltou que o uso dos dados sigilosos deve ser estritamente legal, prevenindo o uso indevido para fins políticos ou midiáticos. Além disso, a instauração de novos inquéritos conexos depende de autorização prévia fundamentada do ministro.
Histórico e importância da Operação Compliance Zero
A Operação Compliance Zero foi deflagrada em novembro de 2025 para apurar irregularidades financeiras no Banco Master, incluindo emissão de títulos e carteiras de crédito sem lastro, além de suspeitas de gestão fraudulenta, organização criminosa e lavagem de dinheiro. A primeira fase da operação resultou na prisão do controlador Daniel Vorcaro, afastamentos no Banco de Brasília (BRB) e na liquidação extrajudicial do Banco Master pelo Banco Central. O suposto esquema teria movimentado cerca de R$ 12,2 bilhões.
Avanços da segunda fase da operação e impacto nas investigações
Na segunda fase, iniciada em janeiro de 2026, a Polícia Federal aprofundou as apurações com novas buscas e apreensões, incluindo dispositivos eletrônicos e bens de alto valor, além de investigar a relação entre o Banco Master e o BRB, especialmente em operações suspeitas de compra de carteiras de crédito e tentativa de aquisição do banco. A decisão de Mendonça para autorizar a perícia regular da PF é fundamental para dar continuidade a essas investigações complexas e garantir agilidade e segurança na análise dos dados apreendidos.
Controle judicial e sigilo reforçado nas apurações
Os processos ligados à Operação Compliance Zero tramitarão sob sigilo padrão III, mantendo o controle judicial rigoroso para proteger o andamento das investigações. O inquérito sobre a tentativa de compra do Banco Master pelo BRB também está sob relatoria de Mendonça no Supremo Tribunal Federal, reforçando o papel decisivo do ministro na condução das medidas judiciais no caso.
A perícia regular da PF autorizada por André Mendonça representa um passo estratégico para o avanço eficiente das investigações, preservando o sigilo e a integridade do processo contra fraudes financeiras de enorme impacto nacional.





