Mercado projeta inflação de janeiro em 0,30% no ano eleitoral

Em 2026, expectativa do mercado é que inflação de janeiro fique próxima a 0,30%, influenciando decisões econômicas no ano eleitoral

Mercado projeta inflação de janeiro em 0,30% no ano eleitoral
Produtos frescos vendidos em mercado brasileiro. Foto: Guia da Cozinha / Reprodução

Mercado financeiro projeta inflação de janeiro próxima a 0,30% em 2026, primeiro índice divulgado no ano eleitoral.

Projeções de mercado para a inflação de janeiro e seu impacto político

A inflação de janeiro, com previsão de mercado em torno de 0,30%, abre as análises econômicas do ano eleitoral de 2026. Conforme divulgado pela primeira vez nesta terça-feira (10/2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), esse índice influencia diretamente as decisões do Banco Central, especialmente no ajuste da taxa básica de juros, a Selic. Autoridades financeiras e agentes de mercado acompanham atentamente esses dados para calibrar a política monetária em um cenário político delicado.

Instituições financeiras e suas estimativas para o IPCA de janeiro

O Banco Daycoval estima que o índice seja de 0,31%, destacando uma deflação em serviços, puxada principalmente pelo preço das passagens aéreas. Já o relatório “Por dentro do Cenário” do Itaú prevê uma inflação ligeiramente maior, de 0,33%, mesma estimativa da XP Investimentos. Essa variação reflete o equilíbrio entre a redução dos preços da energia e o reajuste do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre combustíveis, que impacta diretamente o orçamento doméstico.

Fatores que influenciam a inflação em janeiro de 2026

Entre os principais elementos que moldam a inflação mensal estão a queda de 5,2% no preço da gasolina anunciada pela Petrobras no final de janeiro e a deflação em serviços, especialmente no transporte aéreo. Por outro lado, o aumento do ICMS sobre combustíveis contribui para a pressão altista nos preços. Essa dinâmica complexa reflete as dificuldades em manter a inflação dentro da meta definida pelo governo, que para 2026 é de 3%, com intervalo entre 1,5% e 4,5%.

Expectativas para o índice anual e influência na política monetária

As projeções para a inflação anual têm sido revisadas para baixo nas últimas semanas. O Boletim Focus, elaborado pelo Banco Central, aponta fechamento em 3,97%. A XP Investimentos ajustou sua previsão para 3,8%, enquanto o Ministério da Fazenda estima 3,6% para 2026. Esses números são fundamentais para a definição da taxa Selic, atualmente em 15%, que atua como freio ao consumo para controlar a alta dos preços. O Comitê de Política Monetária (Copom) sinalizou uma provável redução da taxa em março, dependendo dos indicadores inflacionários.

Contexto político eleitoral e desafios econômicos para 2026

Apesar das preocupações econômicas, pesquisas indicam que a segurança pública ocupa o primeiro lugar nas prioridades da população desde abril de 2025. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ressaltou que uma economia organizada é importante para o processo eleitoral, mas não garante vitória. A inflação de janeiro, como primeiro termômetro do ano, terá papel estratégico na condução econômica e nas discussões políticas à medida que a disputa eleitoral avança.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: Guia da Cozinha / Reprodução