Mercado teme crise de crédito e recessão em 2027 com juros altos

Onda de recuperações judiciais indica que endividamento da economia chegou ao limite, alertam economistas

Mercado teme crise de crédito e recessão em 2027 com juros altos
Gráfico mostra impacto dos juros altos na economia brasileira

Economistas alertam que juros elevados atingiram economia endividada; recuperações judiciais em alta indicam possível crise de crédito

A escalada de recuperações judiciais no país evidencia o impacto dos juros altos em uma economia com elevado endividamento, alertam economistas de instituições financeiras.

Segundo esses profissionais, o cenário pode resultar em uma crise de crédito caso não ocorra um ajuste nas contas do governo nos próximos meses.

Os economistas apontam que o setor produtivo e as famílias chegaram aos limites de sua capacidade de pagamento diante dos juros elevados mantidos pelo Banco Central.

As recuperações judiciais funcionam como termômetro da pressão financeira no sistema. Quando aumentam, indicam que empresas e pessoas físicas estão tendo dificuldades de honrar seus compromissos mesmo recorrendo à via judicial.

Os profissionais não descartam uma possível recessão em 2027 caso as condições econômicas atuais persistam. O ajuste fiscal é apontado como peça fundamental para evitar este cenário.

O Banco Central mantém a taxa Selic em patamares elevados desde 2024, buscando controlar a inflação. No entanto, segundo os economistas, esse nível de juros amplia o custo da dívida pública e pressiona ainda mais as contas do governo.

O problema, segundo esses profissionais, é um círculo vicioso: juros altos encarecem o crédito, reduzem o consumo e a produção, aumentam as inadimplências e prejudicam a capacidade de o governo arrecadar. Ao mesmo tempo, a dívida pública fica mais cara de financiar.

As instituições financeiras mantêm cautela e reduzem o crédito ofertado, restringindo ainda mais as possibilidades de investimento e consumo na economia.