O Mercosul e o Canadá decidiram dar um novo impulso às negociações de livre comércio, conforme anunciado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, durante a visita do ministro de Comércio Internacional canadense, Maninder Sidhu, ao Palácio do Itamaraty. A decisão sinaliza um esforço para fortalecer laços econômicos em um cenário global marcado por crescente protecionismo.
Vieira enfatizou o caráter “oportuno e estratégico” da retomada das negociações, ressaltando que a medida reflete o desejo do Brasil de buscar maior integração e competitividade no mercado internacional. A expectativa é que as primeiras reuniões de negociação entre representantes brasileiros e canadenses ocorram já em outubro. Segundo o ministro, a decisão de avançar nas conversas foi tomada após um encontro entre o presidente Lula e autoridades canadenses durante a reunião do G7, em junho.
O Brasil, que atualmente preside o Mercosul, tem como meta ambiciosa concluir o acordo com a União Europeia até o final do ano, além de impulsionar outras negociações em andamento, incluindo aquelas com Canadá, Japão e Indonésia. A iniciativa ocorre em um contexto de crescentes tensões comerciais, especialmente após o aumento de tarifas sobre produtos importados promovido pelos Estados Unidos, afetando tanto o Brasil quanto o Canadá.
Em resposta a essas medidas, o Brasil planeja enviar uma missão empresarial a Toronto em setembro, visando aprofundar acordos bilaterais. “O governo brasileiro está organizando uma missão empresarial brasileira a Toronto, já entre os próximos dias 10 e 12 de setembro […]. Coincidimos com preocupações ao aumento de medidas unilaterais de restrição comercial”, declarou Vieira, demonstrando preocupação com as distorções no fluxo de comércio legítimo.
Dados do comércio exterior brasileiro revelam que o Canadá é um importante parceiro comercial. No ano passado, as exportações brasileiras para o Canadá totalizaram US$ 6,3 bilhões, enquanto as importações somaram US$ 2,8 bilhões, demonstrando o potencial para o aprofundamento das relações comerciais entre os dois países.
Fonte: http://www.metropoles.com