Mercosul prevê redução de até 120 mil hectares de arroz em 2026/27

Analista aponta retração na área de cultivo impulsionada por baixa rentabilidade e crédito restrito na próxima safra

Mercosul prevê redução de até 120 mil hectares de arroz em 2026/27
Plantações de arroz enfrentam desafios de rentabilidade no Mercosul para safra 2026/27

A próxima safra de arroz no Mercosul deve registrar contração de 70 a 120 mil hectares, reflexo de margens pressionadas e dificuldades de crédito.

Mercosul aponta para contração na safra de arroz 2026/27

A próxima safra de arroz no Mercosul enfrenta perspectivas desafiadoras, com redução plantio arroz Mercosul 2026/27 estimada entre 70 mil e 120 mil hectares. A contração é motivada por um conjunto de fatores econômicos adversos que afetam a viabilidade financeira do cultivo na região.

Rentabilidade em queda pressiona produtores

A baixa rentabilidade é o principal entrave para manutenção dos investimentos em área arrozeira. Produtores enfrentam custos crescentes enquanto os preços não acompanham a mesma trajetória, criando margem operacional insuficiente. Essa compressão de ganhos afeta especialmente produtores de menor escala, que possuem menor capacidade de absorver variações de preço.

Restrições de crédito limitam expansão

O acesso a financiamento agrícola tornou-se mais seletivo e exigente. Instituições financeiras adotam critérios mais rigorosos de concessão, refletindo ambiente macroeconômico de incerteza. Para produtores que já operavam com margens reduzidas, essa restrição de crédito representa obstáculo adicional ao planejamento da próxima safra.

Margens comprimidas redefinem estratégias

A compressão de margens força realinhamento das estratégias produtivas. Agricultores avaliam alternativas de cultivo que ofereçam melhor retorno sobre investimento. Esse movimento tende a promover diversificação de portfólio nas propriedades, com potencial redução de área dedicada exclusivamente ao arroz.

Estimativas ainda em construção

Especialista da cadeia ressalva que ainda é cedo para projeções oficiais finais. Os números atualmente circulantes representam análises preliminares de cenário, sujeitas a revisões conforme novos dados de mercado, câmbio e condições climáticas se consolidarem. Período entre julho e setembro será crucial para definir posicionamento dos produtores antes do plantio efetivo.