Meta admite falhas em controle de conteúdo durante campanhas eleitorais de 2026

Empresa reconhece problemas recorrentes após denúncias de interferência de deputados e órgãos eleitorais

Meta admite falhas em controle de conteúdo durante campanhas eleitorais de 2026
Ilustração com o logotipo da Meta. Foto: REUTERS/Francis Mascarenhas — Foto: Ilustração com o logotipo da Meta  • REUTERS/Francis Mascarenhas

Meta reconhece falhas recorrentes no controle de conteúdo após denúncias de interferência eleitoral envolvendo deputado, cantor e órgãos eleitorais

A Meta admitiu que há “falhas recorrentes” no controle de conteúdo durante as campanhas eleitorais de 2026, após novas denúncias de interferência e cobranças da Justiça eleitoral.

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) relatou, na terça-feira (20), dificuldade para compartilhar um vídeo de apoio à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) no Instagram. Segundo ele, seus seguidores tiveram problemas para compartilhar a publicação nos stories e, posteriormente, o post perdeu o áudio.

O vídeo continha depoimentos de moradores da região Nordeste com música do cantor Rubel em parceria com Xande de Pilares. A Meta informou que o áudio foi removido por solicitação de direitos autorais. O deputado acusou Rubel de tentar impedir a divulgação, afirmando que o artista teria acionado a Sony Music Brasil, sua produtora, para retirar o som. O cantor publicou foto nas redes sociais declarando apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo as diretrizes de direitos autorais da Meta, disponíveis em seu site, o usuário não deve utilizar trabalho de outra pessoa sem permissão. A empresa informou que a violação dos direitos autorais ocorre mesmo quando há atribuição de crédito, compra do conteúdo ou inexistência de intenção de infringir. Quando um conteúdo viola regras de direitos autorais, o usuário recebe notificação e a publicação é removida.

O Ministério Público Federal (MPF) intensificou as cobranças nesta quarta-feira (21), recomendando que a Meta adote medidas urgentes para garantir transparência e proteção à liberdade de expressão nas redes sociais durante o período eleitoral. A recomendação ocorre após acumulação de denúncias de interferência nos candidatos.

As acusações contra a empresa incluem supostas alterações em métricas de alcance de posts de candidatos e bloqueios de conteúdos de outras candidaturas. Os episódios envolvem também deputados da oposição nos Estados Unidos e diversas instâncias eleitorais brasileiras, evidenciando a amplitude das reclamações sobre a atuação da plataforma durante as eleições.