Investimentos em reatores nucleares somam 6 GW para alimentar a expansão energética da inteligência artificial

Meta firma acordos para projetos de usina nuclear de 6 GW, impulsionando infraestrutura energética para seus data centers de IA.
Projetos de usina nuclear da Meta para sustentar o crescimento da inteligência artificial
Os projetos de usina nuclear firmados pela Meta totalizam 6 GW de capacidade instalada, suficiente para abastecer cerca de 5 milhões de residências. Essa iniciativa foi divulgada em 9 de janeiro de 2026 e demonstra o foco da empresa em garantir fornecimento energético robusto para seus data centers de inteligência artificial (IA). A Meta estabeleceu acordos com startups e empresas consolidadas do setor, buscando consolidar uma base confiável para sua expansão tecnológica. Um dos parceiros é a Oklo, cuja tecnologia inovadora de reatores utiliza sódio líquido como refrigerante, diferenciando-se dos sistemas convencionais que empregam água.
Acordos e parcerias estratégicas com Oklo, TerraPower e Vistra
Além da Oklo, a Meta investiu em um projeto da TerraPower, empresa fundada por Bill Gates especializada em pequenos reatores modulares, totalizando 4 GW de capacidade futura. Complementarmente, a aquisição de usinas nucleares existentes da Vistra, somando 2,1 GW, reforça o portfólio energético da Meta. O acordo com a Oklo inclui financiamento para aquisição de terreno e desenvolvimento tecnológico, com previsão de início das operações até 2030. A TerraPower planeja entregar parte da capacidade até 2032, ampliando-a até 2035. Esses contratos refletem a estratégia diversificada da Meta em investir tanto em tecnologia emergente quanto em infraestrutura já operacional.
Desafios regulatórios e econômicos no setor de pequenos reatores nucleares
Embora o interesse em pequenos reatores modulares tenha crescido em função das demandas energéticas da IA, o setor enfrenta obstáculos significativos. A Oklo, por exemplo, ainda não obteve licença da Comissão Reguladora Nuclear dos EUA, tendo sido rejeitada anteriormente e sem reapresentação formal da solicitação até o momento. Além disso, as avaliações de empresas como a Oklo sofreram queda, reflexo da volatilidade do mercado e das incertezas sobre a viabilidade comercial das tecnologias nucleares emergentes. Consultorias indicam que o custo da energia produzida por esses reatores será consideravelmente superior ao do gás natural nos próximos anos, o que impõe desafios para a competitividade e adoção em larga escala.
Impacto da expansão energética da Meta para o setor de tecnologia e mercado de energia
Ao investir em projetos nucleares, a Meta busca garantir o suprimento energético necessário para o funcionamento intensivo de seus data centers de IA, que demandam grande volume de eletricidade. Essa movimentação pode influenciar o mercado energético, estimulando o desenvolvimento e financiamento de tecnologias nucleares avançadas. A estratégia também evidencia a crescente interdependência entre setores tecnológicos e de energia, onde empresas de tecnologia assumem papel ativo na busca por fontes sustentáveis e confiáveis. O aporte financeiro da Meta pode acelerar a maturação de reatores inovadores, apesar das incertezas regulatórias e comerciais.
Perspectivas e próximos passos para os projetos nucleares da Meta
Os projetos nucleares da Meta estão em fases distintas, com algumas unidades ainda em desenvolvimento e outras já existentes sendo adquiridas. A empresa detalhou que os esforços com a Oklo e TerraPower visam o início da geração de energia comercial e expansão progressiva da capacidade nas próximas décadas. O sucesso desses projetos dependerá da superação de barreiras regulatórias, avanços técnicos e viabilidade econômica. A iniciativa da Meta marca um capítulo importante na integração de tecnologias nucleares ao ecossistema energético das grandes companhias de tecnologia, indicando um caminho que pode ser seguido por outros atores do setor.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: Christophe Verhaegen/AFP





