Valorização do milho nos mercados futuro e físico reflete desafios no plantio e movimentação cambial em fevereiro

Mercado de milho encerra fevereiro com alta nas bolsas influenciada por clima, dólar e demanda, segundo TF Agroeconômica.
Contexto da valorização do milho nas bolsas em fevereiro
O milho alta nas bolsas marcou o fechamento de fevereiro nas principais praças agrícolas, incluindo a B3 e a Bolsa de Chicago. Segundo análise da TF Agroeconômica, essa valorização resulta dos efeitos combinados de condições climáticas adversas, variações cambiais e a expectativa crescente da demanda interna e externa. O mês foi caracterizado por negociações mais contidas na B3, devido ao foco dos produtores nas atividades de campo e incertezas relacionadas ao plantio da safra safrinha.
Impacto do clima e do câmbio no mercado brasileiro de milho
No Brasil, o atraso causado pelo excesso de chuvas no plantio do milho safrinha elevou a preocupação com possíveis perdas na janela ideal para cultivo em algumas regiões. Essa situação pressionou para cima os preços futuros do milho na B3, embora o dólar tenha sofrido desvalorização de 2,16% no mês, o que diminuiu a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional. Estados mais industrializados optaram por prolongar estoques, evitando fortes impactos nas cotações.
Desempenho dos contratos futuros e mercado físico em fevereiro
Em termos numéricos, o contrato de milho na Bolsa de Chicago avançou 2,93% no acumulado de fevereiro, enquanto o contrato maio/26 na B3 valorizou 4,24%. No mercado físico brasileiro, o preço médio teve alta de 5,19% no período. Os contratos futuros na B3 fecharam março/26 a R$ 72,29, maio/26 a R$ 71,72 e julho/26 a R$ 69,11, com ganhos diários que confirmam a tendência de alta diante do cenário atual.
Influência dos fatores internacionais para as cotações em Chicago
Nos Estados Unidos, o mercado reagiu ao aumento previsto na demanda interna de milho para produção de etanol, combinado com a alta dos preços do petróleo e do trigo, impulsionada por novos conflitos no Oriente Médio. Além disso, a confirmação da venda adicional de 257 mil toneladas de milho para um destino não revelado sustentou as cotações. O monitoramento da seca mostrou persistência da estiagem em áreas do Centro-Oeste e Sul norte-americano, reforçando a pressão sobre a oferta global do cereal.
Perspectivas e desafios para o mercado de milho em 2026
O mercado de milho permanece vulnerável a fatores climáticos e geopolíticos que influenciam preços e oferta. A continuidade das condições adversas no plantio brasileiro e a instabilidade em regiões produtoras dos EUA poderão manter o mercado volátil. Por outro lado, a movimentação cambial e a dinâmica da demanda por etanol e alimentos apresentam variáveis essenciais para o comportamento das cotações no curto e médio prazo, exigindo acompanhamento atento dos agentes do agronegócio.
Fonte: www.agrolink.com.br





