A Millpar anunciou demissões em Guarapuava e o encerramento das atividades em Quedas do Iguaçu, após a alta da tarifa de importação dos EUA sobre produtos brasileiros.
Impactos da tarifação dos EUA
Depois de adotar férias coletivas em setores da unidade de Guarapuava, a Millpar confirmou ajustes mais severos para enfrentar os efeitos da nova política tarifária dos Estados Unidos. A taxação de importação subiu de 10% para 50%, reduzindo a competitividade da madeira brasileira.
Segundo a empresa, o mercado norte-americano é o principal destino das exportações, e a medida afetou diretamente as vendas. O cenário gerou incertezas entre fabricantes, fornecedores e compradores, paralisando negócios.
Demissões em Guarapuava
Em nota, a Millpar informou que a persistência do cenário adverso tornou necessária a redução do quadro de colaboradores em Guarapuava. A unidade, no entanto, segue em funcionamento e continua sendo um dos principais empregadores da região.
Encerramento em Quedas do Iguaçu
De acordo com Ettore Giacomet Basile, CEO da Millpar, a unidade de Quedas do Iguaçu terá as atividades encerradas. “São decisões extremamente difíceis, mas necessárias para manter a sustentabilidade do negócio e preservar postos de trabalho”, afirmou.
Apoio aos trabalhadores
Além dos direitos trabalhistas, a empresa concedeu benefícios extras aos desligados, como auxílio-alimentação temporário, apoio psicológico e suporte para recolocação.
Setor em risco
A Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci) alerta que a medida dos EUA coloca em risco 180 mil empregos diretos no Brasil. Em 2024, o setor exportou US$ 1,6 bilhão ao mercado norte-americano.
Basile destacou que a Millpar já superou desafios antes, mas reforçou a necessidade de uma intermediação entre os governos do Brasil e dos Estados Unidos para restabelecer condições justas de comércio.
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