Minas Gerais lidera o ranking negativo das contas públicas estaduais em 2026, com déficit de R$ 11,3 bilhões segundo relatório oficial

Minas Gerais inicia 2026 com o pior saldo fiscal do país, apresentando déficit de R$ 11,3 bilhões, conforme dados oficiais.
Minas Gerais inicia 2026 com a pior situação fiscal de todo o Brasil
A situação fiscal de Minas Gerais em 2026 é a mais desfavorável entre os estados brasileiros, começando o ano com um déficit de R$ 11,3 bilhões segundo o Relatório de Gestão Fiscal dos Estados relativo ao exercício de 2025, divulgado pelo Tesouro Nacional. Esse valor negativo no caixa estadual evidencia a complicada conjuntura financeira enfrentada pela maior unidade federativa em termos populacionais, que sofre com passivos herdados de administrações anteriores. O governador Romeu Zema e sua equipe tentam reverter essa tendência com medidas que resultaram em superávits recentes, como o registrado em 2025, de R$ 1,1 bilhão.
Ranking dos estados com as piores contas públicas em 2026
Minas Gerais lidera um grupo de seis unidades federativas que iniciam o ano com saldo financeiro negativo. Na sequência, aparecem o Rio Grande do Norte (R$ 3 bilhões em déficit), Alagoas (R$ 926,27 milhões), Distrito Federal (R$ 876,63 milhões), Rio Grande do Sul (R$ 765,59 milhões) e Tocantins (R$ 288,47 milhões). O Acre também figura entre os estados com saldo negativo, de R$ 280,74 milhões. Todos esses dados consideram os recursos não vinculados, ou seja, fundos que podem ser utilizados livremente pela administração estadual. Essa situação contrasta com os demais 20 estados que apresentam saldo positivo em caixa, destacando o caso do Paraná, que acumula R$ 10,5 bilhões.
Impactos dos passivos herdados e estratégias da atual gestão
A Secretaria de Estado de Fazenda de Minas Gerais esclarece que o déficit de R$ 11,3 bilhões está relacionado principalmente a passivos herdados de gestões anteriores que foram renegociados, indicando dificuldades estruturais de longo prazo. Apesar disso, a administração liderada por Romeu Zema tem buscado controlar os gastos e promover superávits fiscais, como demonstrado pelo resultado positivo em 2025. Essa estratégia inclui a renegociação de dívidas e o controle rigoroso das despesas públicas para evitar agravamento da crise fiscal e garantir a continuidade dos serviços públicos essenciais.
Situação fiscal de outros estados com déficit e suas justificativas
O Rio Grande do Norte, segundo estado com pior situação fiscal, apresenta um déficit de R$ 3 bilhões, porém o governo local afirma que essa condição não compromete o funcionamento da máquina pública nem significa incapacidade de pagamento imediato. O saldo negativo decorre de compromissos assumidos no exercício anterior, como restos a pagar e despesas obrigatórias. O Acre explica que o déficit considera provisões que podem não se efetivar, destacando a antecipação do pagamento dos servidores como indicativo de saúde financeira. Alagoas e Distrito Federal não se pronunciaram sobre o assunto.
Consequências para a gestão pública e riscos eleitorais
A persistência de saldos negativos nas contas públicas estaduais pode ter implicações políticas sérias, incluindo a inelegibilidade dos governadores por até oito anos, conforme previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal. Essa legislação impede que chefes do Executivo contraiam dívidas que não possam ser quitadas até o fim do mandato, a menos que haja saldo em caixa suficiente. Portanto, o controle da situação fiscal é crucial para garantir a estabilidade administrativa e a possibilidade de continuidade dos mandatos e políticas públicas.
Desafios para a recuperação financeira dos estados em déficit
A recuperação da situação fiscal nos estados com déficit exige planejamento cuidadoso, austeridade nos gastos e responsabilidade na gestão das receitas. Passivos financeiros acumulados dificultam a obtenção de novos financiamentos e podem comprometer investimentos essenciais. Os governos precisam equilibrar a necessidade de promover políticas sociais e econômicas com a obrigação de manter as contas públicas sustentáveis, garantindo que os compromissos financeiros sejam honrados sem comprometer o desenvolvimento regional.
Fonte: www.metropoles.com





