Novo foco foi detectado na segunda-feira e afeta região responsável por mais de 23% das exportações brasileiras de frango

Ministério da Agricultura confirmou novo foco de Doença de Newcastle em Santa Catarina na segunda-feira (19). A região responde por mais de 23% das exportações brasileiras de frango.
O Ministério da Agricultura confirmou nesta segunda-feira (19 de outubro) um novo foco da Doença de Newcastle no Brasil após a constatação de aves infectadas em uma criação de perus em Santa Catarina. O novo caso vai testar novamente a resiliência do setor após problemas de sanidade animal registrados nos últimos anos.
A última detecção da Doença de Newcastle havia ocorrido em julho de 2024, em criação no Rio Grande do Sul. Mesmo com protocolo de emergência adotado e o foco debelado no mesmo mês, as exportações caíram de uma média de mais de 450 mil toneladas naquele mês para menos de 380 mil toneladas em agosto. Apesar do grave problema, os embarques brasileiros cresceram 3% em 2024, somando 5,3 milhões de toneladas, batendo o recorde do setor.
Em 2025, o primeiro caso de gripe aviária em uma granja comercial foi registrado em maio, também em criação gaúcha. O impacto foi mais duradouro: o volume de exportações recuou de 476 mil toneladas em abril para patamares inferiores a 400 mil toneladas até agosto. Novamente, o ano fechou com um acumulado de 5,324 milhões de toneladas exportadas, considerando todos os cortes, um crescimento de 0,6% ante 2024 e configurando outro recorde.
O comportamento dos compradores nas duas oportunidades foi similar. Mercados como China, México e União Europeia interromperam a importação de carne de frango e retomaram os embarques gradualmente. Além do esforço diplomático e comercial, foi acentuada a diversificação de mercados, reduzindo os impactos na balança do setor. China e México recuaram entre os principais compradores do frango brasileiro, enquanto Emirados Árabes Unidos, Japão, Arábia Saudita, África do Sul e Filipinas cresceram.
Há, porém, uma diferença em relação aos episódios de 2024 e 2025. Nas duas oportunidades, os problemas foram detectados no Rio Grande do Sul, responsável por pouco mais de 13% das exportações de frango do Brasil. Santa Catarina, local do novo foco de Newcastle, responde por mais de 23% das vendas nacionais, ampliando potencialmente o impacto das medidas sanitárias necessárias.






