Alexandre Silveira exige ações imediatas após extravasamentos que causaram danos ambientais sem vítimas

Ministro de Minas e Energia cobra solução imediata para vazamento de água em minas da Vale em Minas Gerais, após danos ambientais no Rio Maranhão.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, intensificou a cobrança por soluções eficazes para o vazamento de água ocorrido em minas da Vale, localizadas em Minas Gerais. Em ofício enviado à Agência Nacional de Mineração (ANM) nesta segunda-feira (26), ele exigiu uma resposta imediata para conter o extravasamento e evitar impactos ambientais mais graves.
Vazamentos em minas da Vale em Minas Gerais
Os incidentes envolveram dois locais: a mina Viga, em Congonhas, e a mina de Fábrica, entre Ouro Preto e Congonhas. O extravasamento atingiu o Rio Maranhão, causando danos ambientais, conforme informado pela prefeitura de Congonhas. Segundo as autoridades locais, não houve vítimas, mas o volume de água contaminada foi significativo — cerca de 263 mil metros cúbicos contendo sedimentos e materiais do beneficiamento mineral.
Na mina de Fábrica, o extravasamento ocorreu em uma cava e atravessou o dique Freitas, provocando impacto ambiental. A prefeitura de Ouro Preto relatou que o vazamento atingiu áreas rurais pouco povoadas e causou alagamento na unidade Pires da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), afetando almoxarifado, acessos internos, oficinas mecânicas e áreas de embarque.
Medidas e cobranças do governo
O ministro Alexandre Silveira solicitou à ANM que, se necessário, determine a interdição das operações para garantir a segurança das comunidades e a proteção ambiental. Ele também pediu a abertura de processo para apuração das responsabilidades, além do acionamento dos órgãos federais, estaduais e municipais competentes para fiscalização e possíveis penalidades.
Este é o segundo ofício enviado pelo ministro sobre o assunto. O primeiro foi encaminhado no domingo (25), após o registro do extravasamento na mina de Fábrica.
Acompanhamento do Ministério Público e ações da Vale
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) acompanha o caso e requisitou informações às defesas civis estadual e municipais. O Núcleo de Combate aos Crimes Ambientais (Nucrim) realizou vistoria e prepara um relatório preliminar.
A Vale emitiu comunicado afirmando que os extravasamentos foram contidos e que não houve feridos ou impactos diretos às comunidades próximas. A empresa esclareceu que as situações não têm relação com suas barragens, cujas condições de estabilidade são monitoradas 24 horas por dia.
Segundo a Vale, não houve carreamento de rejeitos, apenas água com sedimentos, e que mantém inspeções e manutenções periódicas, especialmente intensificadas no período chuvoso. As causas dos vazamentos estão sendo investigadas para atualização dos planos de gestão de risco da empresa.
Impactos e perspectivas
Os incidentes ressaltam os riscos ambientais associados à mineração e a necessidade de fiscalização rigorosa. A atuação coordenada entre ministérios, agências reguladoras e Ministério Público evidencia o esforço para garantir segurança e mitigação de danos.
A possibilidade de interdição das minas, conforme indicado pelo ministro, reforça o compromisso do governo em priorizar a proteção ambiental e das populações locais, mesmo diante da relevância econômica da mineração para a região e o país.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
Fonte: Marcelo Camargo/Agência Brasil





