Discussões sobre a Venezuela e o acordo com a União Europeia marcam o encontro.

Ministros de Relações Exteriores do Mercosul discutem a situação na Venezuela e a urgência do acordo com a UE durante cúpula em Foz do Iguaçu.
Contexto atual e preocupações com a Venezuela
Os ministros de Relações Exteriores do Mercosul se reuniram em Foz do Iguaçu, Paraná, para definir a pauta da Cúpula de Líderes que acontecerá neste sábado, 20 de dezembro de 2025. O clima entre os chanceleres foi de alerta, especialmente em relação à situação na Venezuela, que se agrava a cada dia. O ministro argentino, Pablo Quirno, expressou sua preocupação com as violações de direitos humanos e a fraude eleitoral no país, destacando que essas questões são uma afronta para toda a região.
A cúpula e as vozes da região
A Cúpula contará com a presença de líderes proeminentes do Mercosul, como Javier Milei, da Argentina, e Yamandú Orsi, do Uruguai. A única ausência notável será a do recém-empossado presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, que ainda está organizando seu governo. O encontro se torna um espaço crucial para discutir não apenas a crise na Venezuela, mas também as relações do bloco com a União Europeia (UE).
Avanços nas negociações com a União Europeia
Durante a reunião, os ministros enfatizaram a necessidade de avançar nas negociações do acordo com a UE. O chanceler paraguaio, Rubén Ramírez Lezcano, destacou a disposição construtiva do Paraguai para a assinatura do tratado, mas alertou que “não há prazo infinito” para que isso aconteça. Essa declaração é particularmente relevante, já que o Paraguai assumirá a presidência do bloco em breve.
Mario Lubetkin, ministro do Uruguai, expressou sua decepção pela impossibilidade de assinar o acordo no encontro deste sábado, mas reiterou a necessidade de aguardar a conclusão dos procedimentos internos da UE. A esperança é que essa cúpula possa reavivar as discussões e levar a um resultado concreto que beneficie todos os países envolvidos.
Implicações para a região
A situação na Venezuela não é apenas uma questão interna, mas tem implicações diretas para a segurança e a estabilidade de toda a América do Sul. As tensões entre o governo de Nicolás Maduro e os Estados Unidos, que têm aumentado com a movimentação militar no Caribe, também foram mencionadas como um fator que requer atenção imediata. A crise migratória resultante da situação na Venezuela vem desafiando a capacidade de resposta dos países vizinhos, exigindo uma postura unida e enérgica por parte do Mercosul.
Assim, a Cúpula deste sábado não será apenas uma reunião formal, mas um momento decisivo para que os líderes do Mercosul se posicionem sobre questões críticas que afetam a região, com esperança de que ações concretas possam emergir dessas discussões.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
Fonte: Alessia Maccioni





