Sexta edição do programa reforça integração entre forças de segurança e inovações tecnológicas para proteção feminina

Missão Paraná inicia sexta edição com foco no combate à violência contra a mulher, integrando tecnologia e políticas públicas.
A sexta edição da Missão Paraná e seu foco na segurança da mulher
A Missão Paraná combate violência contra a mulher com uma programação iniciada em 22 de fevereiro de 2026, em Curitiba, buscando fortalecer a integração entre as forças de segurança e órgãos públicos. O tenente-coronel Cleverson Rodrigues Machado, chefe do Centro de Políticas de Proteção, destacou que a iniciativa visa transformar diretrizes em ações concretas que efetivamente salvam vidas e melhoram o atendimento às mulheres no Estado.
Tecnologias avançadas para proteção das vítimas no Paraná
O evento apresentou inovações como o programa de monitoração simultânea, sistema tecnológico que permite o acompanhamento em tempo real de agressores e vítimas, ampliando a resposta das forças de segurança. Marcos Roberto Ribeiro, subchefe da Divisão de Monitoração Simultânea da Polícia Penal do Paraná, enfatizou que o Estado é referência nacional na utilização dessas ferramentas que potencializam a eficácia das medidas protetivas contra feminicídios.
Além disso, o aplicativo Salve Maria surge como um canal direto de acionamento para vítimas, funcionando semelhante ao telefone 190, mas com a vantagem de não exigir descumprimento prévio de medida protetiva. A major Carolina Zancan, coordenadora estadual da Patrulha Maria da Penha, explicou que o app oferece monitoramento constante e suporte técnico, garantindo atendimento rápido e seguro em todo o Paraná.
Integração das forças e órgãos na rede de proteção à mulher
O modelo de atuação integrada envolve Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal do Paraná e demais instituições da rede de proteção, promovendo ações coordenadas para resposta ágil em situações de risco. A delegada-chefe da Delegacia da Mulher de Curitiba, Emanuele Siqueira, reforçou que a monitoração eletrônica atua como instrumento adicional para preservar as vítimas e subsidiar processos judiciais, especialmente em casos com medidas protetivas já em vigor e histórico de descumprimento.
Debates sobre o enfrentamento à violência e prevenção ao uso abusivo de drogas
O segundo painel da programação abordou o Protocolo de Curitiba, discutindo fluxos de atendimento e acolhimento das mulheres vítimas de violência, além da padronização dos procedimentos e articulação dos serviços da rede. O terceiro painel focou no uso abusivo de drogas entre mulheres, apresentando dados que mostram a relação entre substâncias químicas e agravamento da violência, conforme estudo da Polícia Militar do Paraná.
Renato Figueiroa, delegado e coordenador do Centro Estadual de Política sobre Drogas, ressaltou a importância do envolvimento da sociedade em ações e conscientização para combater esse problema, evidenciando a necessidade de políticas públicas integradas entre segurança, saúde e assistência social.
Missão Paraná como espaço de alinhamento institucional e troca de experiências
Com o formato ampliado da sexta edição, o programa Mulher Segura na Missão Paraná consolida sua relevância ao fortalecer a atuação conjunta das instituições na proteção das mulheres no Estado. O evento contou ainda com a participação de outras autoridades, como o tenente-coronel Anderson Martins de Oliveira, a diretora das Políticas de Proteção da Mulher da Prefeitura de Curitiba, Aline Betenheuser, e a delegada Luciana de Novaes, chefe da Divisão de Polícia Especializada.
A iniciativa traduz um avanço estratégico que alia tecnologia, política pública e cooperação interinstitucional para enfrentar as múltiplas dimensões da violência contra a mulher, reafirmando o compromisso do Paraná em promover segurança e dignidade para sua população feminina.





