Montanhismo cresce 93,7% nas unidades de conservação do Paraná em cinco anos

Parques estaduais de montanha atraem mais visitantes e impulsionam turismo sustentável no Paraná

Montanhismo cresce 93,7% nas unidades de conservação do Paraná em cinco anos
Serra da Baitaca, um dos principais parques de montanha do Paraná

Montanhismo cresce 93,7% nas unidades de conservação do Paraná em cinco anos, impulsionando o turismo e a atividade esportiva nas áreas protegidas.

crescimento expressivo do montanhismo nas unidades de conservação do Paraná entre 2021 e 2025

O montanhismo cresce 93,7% nas Unidades de Conservação administradas pelo Instituto Água e Terra (IAT) no Paraná, conforme levantamento feito entre 2021 e 2025. O aumento significativo na visitação de parques estaduais de montanha como Serra da Baitaca, Pico do Marumbi e Pico Paraná reflete o interesse crescente da população por esportes ao ar livre e turismo sustentável. Rafael Andreguetto, diretor de Patrimônio Natural do IAT, destaca que o incremento é resultado da combinação entre o aumento das atividades esportivas, a proximidade das áreas protegidas com centros urbanos como Curitiba, e a melhoria da infraestrutura dos parques.

destaque do parque estadual serra da baitaca no crescimento do turismo de montanha

O Parque Estadual Serra da Baitaca teve o maior crescimento absoluto, com um salto de 109% no número de visitantes, passando de 42.208 em 2021 para 88.209 em 2025. Este resultado revela a importância do parque como destino para montanhistas e praticantes de corridas de aventura. A localização estratégica entre Piraquara e Quatro Barras facilita o acesso de visitantes da Região Metropolitana de Curitiba, agregando valor ao turismo local e estimulando a economia das cidades vizinhas.

importância da segurança e do cadastro na preservação e proteção dos visitantes

Para garantir a segurança dos montanhistas, o IAT reforça a necessidade do preenchimento do cadastro na entrada e saída das Unidades de Conservação. Este procedimento é fundamental para o monitoramento dos visitantes e para a atuação rápida em casos de emergência. Jean Alex dos Santos, gerente de Áreas Protegidas do IAT, explica que o cadastro inclui informações como contatos de emergência, estado de saúde, experiência em ambientes montanhosos e equipamentos de segurança, promovendo uma visita mais segura e consciente.

ações do iat para aprimorar infraestrutura e estimular turismo sustentável nas unidades de conservação

Além do monitoramento, o IAT implementa melhorias estruturais nos parques para garantir uma melhor experiência ao visitante. Projetos como a reestruturação de pontos importantes na Serra da Baitaca, a reabertura do camping no Parque Marumbi e o desenvolvimento do plano de uso público do Pico Paraná indicam a continuidade do crescimento do turismo de montanha no Paraná. A chefe dos parques Serra da Baitaca e Pico Paraná, Marina Rampim, ressalta que a visitação aliada à educação ambiental fortalece a conservação e o uso sustentável desses espaços naturais.

perfil e recomendações para visitantes iniciantes e experientes nas trilhas do paraná

Cada Unidade de Conservação possui regulamentações específicas, exigindo que os visitantes consultem informações atualizadas antes das visitas. O IAT recomenda que iniciantes realizem as trilhas acompanhado por guias especializados ou pessoas experientes para evitar incidentes. Orientações sobre vestimenta adequada, alimentação, hidratação e a importância de não percorrer trilhas sozinho são reforçadas para promover a segurança e o aproveitamento pleno das atividades.

impacto do crescimento do montanhismo no turismo e na conservação ambiental do estado

Com 122.847 visitantes em 2025, as áreas de montanha representam 18,45% do total de turistas nas Unidades de Conservação do Paraná, demonstrando a relevância do montanhismo para o turismo estadual. Esse crescimento contribui para a valorização da natureza, economia local e qualidade de vida, ao mesmo tempo em que impõe o desafio de equilibrar o aumento do fluxo de pessoas com a preservação ambiental. A política do “quem conhece, cuida” reforça a necessidade de educação ambiental integrada às práticas esportivas para garantir a sustentabilidade desses espaços no futuro.