Moody’s mantém nota de crédito do Brasil em perspectiva estável

Agência destaca resiliência econômica, mas alerta sobre polarização política

Moody's mantém nota de crédito do Brasil em Ba1, com perspectiva estável, destacando a resiliência da economia diante de desafios externos.

Moody’s confirma nota de crédito do Brasil em Ba1 com perspectiva estável

Em comunicado divulgado em 26 de novembro de 2025, a agência de classificação de risco Moody’s anunciou que manteve a nota de crédito soberano do Brasil em Ba1, com uma perspectiva estável. A nota mantém o país apenas um nível abaixo do grau de investimento, o que é considerado um bom sinal para investidores. Esta decisão marca a continuidade da avaliação positiva que já havia sido estabelecida em outubro de 2024, quando o Brasil foi elevado a um patamar superior.

Fatores que influenciam a nota de crédito

No relatório, a Moody’s ressaltou a resiliência da economia brasileira, especialmente em relação às tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em um movimento recente, o republicano retirou a taxa extra sobre produtos agrícolas brasileiros, o que também contribuiu para uma redução dos impactos negativos sobre a economia local. A análise enfatiza que o efeito das tarifas dos EUA tem sido limitado, principalmente devido à natureza diversificada da economia brasileira.

A Moody’s destacou que a grandeza e a diversidade da economia do Brasil proporcionam uma resistência maior a choques externos. No entanto, a agência também mencionou que existem áreas que precisam de melhorias significativas para que o Brasil possa alcançar o grau de investimento, que é o selo de bom pagador que assegura menor risco para os investidores.

Desafios políticos e econômicos

A polarização política foi apontada como um dos principais obstáculos para a formulação de políticas que possam promover um ajuste fiscal eficaz. A Moody’s afirmou que reformas econômicas implementadas nas últimas décadas fortaleceram as perspectivas de investimento e crescimento. Contudo, a atual situação política dificulta a aprovação de medidas necessárias para melhorar a posição fiscal do país.

Além disso, a Moody’s observou que a taxa de juros continua sendo um empecilho para a melhoria da nota de crédito. O Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a Selic em 15% ao ano, o maior nível em quase duas décadas, o que limita o crescimento econômico e a recuperação do rating.

Outlook para o futuro

A manutenção da nota de crédito do Brasil em Ba1 com perspectiva estável reflete uma confiança moderada na economia, mas a necessidade de reformas estruturais e a superação da polarização política são essenciais para que o país avance em sua classificação de crédito. A Moody’s indicou que a continuidade de esforços em direção a um ajuste fiscal, aliado a um ambiente político mais coeso, poderá eventualmente levar o Brasil a conquistar o grau de investimento.

A análise da Moody’s serve como um alerta para o governo e os investidores, enfatizando a importância de um ambiente político estável e reformas econômicas robustas para garantir um futuro financeiro mais sólido para o Brasil.