Moraes acusa Mendonça de usar sigilo para proteger grupo político no STF

Ministro cita 180 documentos retidos do acesso do colegiado e afirma que relator controla liberação antes do julgamento

Moraes acusa Mendonça de usar sigilo para proteger grupo político no STF
Ministro Alexandre de Moraes durante sessão no STF

Ministro Alexandre de Moraes acusou o colega de usar sigilo para beneficiar grupo político, citando 180 documentos fora do acesso da corte

O ministro Alexandre de Moraes acusou nesta quinta-feira o colega Cristiano Mendonça de usar o sigilo de documentos para proteger um grupo político específico no Supremo Tribunal Federal.

Segundo Moraes, 180 documentos estão fora do acesso do colegiado do STF. O ministro afirmou que o relator escolhe quais documentos liberar antes do julgamento, controlando a divulgação das informações.

A acusação de Moraes questiona o controle discricionário sobre processos sigilosos na corte. O ministro sustenta que a prática prejudica o funcionamento colegiado do tribunal e beneficia interesses políticos específicos.

Mendonça não comentou as acusações no momento. A tensão entre os ministros reflete desacordos sobre transparência e acesso a informações em processos julgados pelo STF.

A questão do sigilo de documentos tem sido ponto de contention entre magistrados da corte, com discussões sobre quem tem autoridade para classificar e liberar informações sensíveis.