Moraes autoriza cirurgia de Bolsonaro, mas recusa prisão domiciliar

Decisão do STF garante procedimento cirúrgico ao ex-presidente.

O ministro do STF, Alexandre de Moraes, autorizou cirurgia de Jair Bolsonaro, mas negou pedido de prisão domiciliar.

Cirurgia de Bolsonaro: autorização do STF

A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), trouxe um desfecho importante para a saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro. Na noite do dia 19 de dezembro de 2025, Moraes autorizou que Bolsonaro passasse por uma cirurgia eletiva necessária para corrigir uma hérnia inguinal bilateral. O laudo médico da Polícia Federal, que indicava a urgência do procedimento, foi central para essa autorização.

Contexto da Decisão

A defesa de Jair Bolsonaro havia solicitado autorização para o procedimento cirúrgico desde o início de novembro de 2025. A solicitação se intensificou nesta semana, quando os advogados reforçaram a necessidade de uma rápida intervenção médica. Moraes, ao deferir a autorização, também determinou que a defesa manifestasse sobre a programação e a data da cirurgia, ressaltando que os autos do caso seriam enviados à Procuradoria Geral da República (PGR) para parecer em 24 horas.

O Pedido de Prisão Domiciliar

Apesar de autorizar a cirurgia, Moraes negou o pedido da defesa para que Bolsonaro fosse transferido para prisão domiciliar. O ministro justificou que, no local onde o ex-presidente está detido, ele possui acesso a cuidados médicos adequados, semelhantes aos que teria em sua residência. Moraes destacou que a Superintendência da Polícia Federal em Brasília garante a presença de médicos de plantão e a possibilidade de transporte imediato para emergências.

Condições de Saúde e Segurança

O ministro enfatizou que Bolsonaro está em um local próximo ao hospital onde pode receber atendimento emergencial, mais próximo do que sua residência. Essa proximidade assegura que não há riscos adicionais à saúde do ex-presidente, caso uma emergência ocorra. A decisão reflete um equilíbrio entre a necessidade de cuidados médicos e as condições de segurança que envolvem a prisão do ex-presidente, que continua a ser um tema de intenso debate no cenário político brasileiro.