Moraes aponta que defesa de Bolsonaro usou exames antigos para cirurgia

Ministro do STF solicita perícia médica para avaliar necessidade de intervenção

Moraes aponta que defesa de Bolsonaro usou exames antigos para cirurgia
Ex-presidente Jair Bolsonaro e Michelle Bolsonaro. Foto: Fábio Vieira/Metrópoles

Ministro do STF afirma que exames usados na defesa de Bolsonaro são desatualizados.

Moraes critica uso de exames antigos pela defesa de Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), manifestou sua insatisfação em relação à defesa de Jair Bolsonaro (PL) ao afirmar que exames médicos utilizados para solicitar uma nova cirurgia são de três meses atrás. A declaração foi feita nesta quinta-feira (11/12), quando Moraes ressaltou que a defesa alegou que o ex-presidente apresentou novas intercorrências médicas, mas não trouxe provas recentes que justifiquem uma intervenção cirúrgica imediata.

Análise da documentação médica apresentada

Moraes foi claro em sua decisão, afirmando que “os exames médicos apresentados pela defesa não são atuais, sendo que o mais recente foi realizado há 3 meses, sem que à época os médicos tenham indicado necessidade de imediata intervenção cirúrgica”. Essa afirmação gera questionamentos sobre a urgência do pedido, levando em consideração que o ex-presidente Jair Bolsonaro está preso na Superintendência da Polícia Federal desde 22 de novembro.

O pedido da defesa e suas implicações

Em uma petição protocolada no dia 9 de dezembro, os advogados de Bolsonaro solicitaram autorização para que ele realizasse procedimentos cirúrgicos no hospital DF Star, em Brasília. No documento, a defesa ressaltou que o ex-presidente sofre de múltiplas comorbidades graves e crônicas, além de sequelas permanentes das cirurgias abdominais decorrentes do atentado sofrido em 2018. Além disso, alegaram que Bolsonaro apresenta um quadro de soluços incoercíveis que requer atenção médica urgente.

Os advogados também pediram que o ex-presidente permanecesse hospitalizado pelo tempo necessário para uma recuperação adequada. No entanto, Moraes enfatizou que a defesa não apresentou evidências atuais que justificassem essa necessidade.

Histórico de intervenções cirúrgicas de Bolsonaro

Vale lembrar que a última cirurgia realizada por Bolsonaro ocorreu em setembro, quando ele foi submetido à remoção de lesões na pele. O procedimento foi realizado pelo médico Claudio Birolini, que também foi responsável por uma operação do ex-presidente em abril deste ano, no intestino. Esse histórico de intervenções levanta a questão sobre a real necessidade de uma nova cirurgia neste momento, principalmente sem a documentação médica atualizada.

Próximos passos e perícia médica

Diante da situação, o relator do caso no STF, Moraes, determinou que a Polícia Federal realize uma perícia médica oficial no prazo de 15 dias. O objetivo é avaliar a necessidade de uma intervenção cirúrgica imediata, conforme alegado pela defesa de Bolsonaro. Vale ressaltar que o ex-presidente não havia mencionado essa necessidade ao ser preso, o que torna a situação ainda mais complexa.

Conclusão

A situação do ex-presidente Jair Bolsonaro continua a ser monitorada de perto, e a decisão de Moraes destaca a importância de apresentar documentação médica atualizada em casos que envolvem a saúde de figuras públicas. A expectativa é que a perícia médica da Polícia Federal traga mais clareza sobre a situação e as reais necessidades de Bolsonaro neste momento.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: Fábio Vieira/Metrópoles