Ministro do STF pede resposta em até 24 horas após visita do deputado ao ex-presidente
Ministro do STF cobra defesa de Jair Bolsonaro sobre uso de celular por deputado durante visita.
Moraes exige esclarecimentos sobre uso de celular com Nikolas Ferreira
Na última sexta-feira (21), o ministro Alexandre de Moraes, do STF, solicitou esclarecimentos à defesa de Jair Bolsonaro sobre o uso de celular pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) durante uma visita ao ex-presidente. A defesa tem até a tarde de quinta-feira (27) para apresentar uma resposta formal.
As imagens do uso do celular, que foram amplamente divulgadas, foram capturadas por um drone da Globo que sobrevoou a residência de Bolsonaro. Nikolas, em sua defesa, alegou que não foi informado pelos agentes de polícia sobre a proibição de uso do celular, e ainda criticou a emissora por suposta violação de privacidade.
Em despacho, Moraes destacou a importância de que todas as visitas a figuras públicas sigam as determinações legais e judiciais previamente estabelecidas, incluindo a proibição de qualquer forma de comunicação durante essas visitas. Ele enfatizou que o uso de dispositivos de comunicação em situações como essa deve ser cuidadosamente monitorado.
Resposta do deputado Nikolas Ferreira
Nikolas Ferreira não hesitou em se manifestar nas redes sociais após a ordem de Moraes, classificando a cobrança de esclarecimentos como um “teatro para intimidar”. Ele defendeu sua ação, afirmando que a visita ao presidente aconteceu dentro da normalidade de sua atividade parlamentar e que o celular era utilizado apenas para fins pessoais, sem intenção de comunicação externa.
O deputado também ironizou a urgência do despacho de Moraes, afirmando que “criminosos usam celular na cadeia para comandar facções inteiras e ninguém da Suprema Corte dá 24 horas para explicar nada”. Ele se posicionou contra a equiparação do uso de celular durante visitas a casos de gravidade institucional, manifestando seu descontentamento com a situação e desafiando a decisão do ministro.
Ação do Psol
Em resposta ao ocorrido, o partido Psol acionou a Procuradoria Geral da República (PGR) contra Nikolas Ferreira, pedindo a quebra de sigilo telefônico do deputado. A ação reflete a tensão política em torno do assunto e a preocupação com a segurança e a integridade das comunicações durante visitas a figuras públicas.
A situação envolvendo o uso de celular por Nikolas durante a visita a Bolsonaro levanta questões sobre a legalidade e as implicações de tal ato em um contexto onde a comunicação é monitorada. As próximas ações da defesa de Bolsonaro e as repercussões políticas do ocorrido ainda estão sendo acompanhadas de perto por analistas e pela mídia especializada.





