Moro, Requião e Sandro se enfrentam em debate sobre alianças e legado

Segundo analista, desempenho do pedetista pode mudar voto; resultado eleitoral sairá em 4 de outubro

Moro, Requião e Sandro se enfrentam em debate sobre alianças e legado
Moro, Requião Filho e Sandro Alex participam de debate na RPC em Curitiba. Foto: reprodução/RPC — Foto: Imagem: reprodução/RPC

Sergio Moro, Requião Filho e Sandro Alex protagonizaram debate acirrado na RPC sobre alianças políticas contradições

Sergio Moro (PL), Requião Filho (PDT) e Sandro Alex (PSD) protagonizaram confronto durante debate da RPC na noite de terça-feira (29), focando em alianças contraditórias, privatizações e legado de Ratinho Junior (PSD).

Segundo Murilo Hidalgo, presidente da Paraná Pesquisas, o desempenho do pedetista foi destaque entre os candidatos. Hidalgo afirmou que o resultado eleitoral de 4 de outubro indicará se o debate teve efeito nas urnas.

“Se debate influencia o voto, Requião Filho deu um passo importante”, disse Hidalgo. Para o dirigente do instituto, os paranaenses revelarão no domingo se a disputa termina no primeiro turno.

Moro abriu os ataques contra Sandro, suprimindo o primeiro nome do adversário durante toda a noite. O senador apontou contradição entre o PSD ter Ronaldo Caiado como candidato à Presidência e Sandro declarar apoio a Flávio Bolsonaro (PL). Moro também afirmou que Rafael Greca (MDB), vice de Sandro, flertava com o PT e Lula.

Sandro devolveu os ataques lembrando que Moro havia convidado Greca para sua própria chapa. O candidato do PSD recordou o rompimento do ex-ministro com Jair Bolsonaro e acusou o adversário de abandonar compromissos políticos. Moro respondeu que as divergências com a família Bolsonaro estavam superadas e reafirmou sua candidatura pelo PL.

Requião Filho explorou as contradições dos dois adversários e procurou distinguir sua candidatura nas discussões sobre educação, energia e proteção às mulheres. A avaliação de Hidalgo favorece o pedetista no desempenho diante das câmeras, mas não equivale a uma pesquisa sobre quem venceu o debate nem permite afirmar que houve transferência de votos.

Caso haja segundo turno, o resultado também ajudará a avaliar se o confronto fez diferença. Mesmo depois da votação, isolar o efeito do programa exigirá mais do que comparar o resultado com levantamentos anteriores, segundo avaliação do analista.