O trombonista faleceu aos 84 anos, deixando um legado imensurável na música brasileira.

Zé da Velha, um dos maiores trombonistas do choro, faleceu aos 84 anos, deixando um legado profundo na música nacional.
Zé da Velha, ícone do choro brasileiro, faleceu nesta sexta-feira (26) aos 84 anos, em decorrência de complicações de saúde. O trombonista, que foi uma referência no gênero, teve sua morte confirmada por seu amigo e colaborador Silvério Pontes. Zé da Velha estava internado após sofrer uma queda e não resistiu a uma infecção bacteriana.
A trajetória de um mestre do choro
Nascido em Aracaju em 1º de junho de 1941, Zé da Velha se mudou para o Rio de Janeiro ainda na infância. Desde cedo, foi influenciado pela música, especialmente pelo trombone, instrumento que o tornaria famoso. Aos 18 anos, ele se juntou ao grupo de Pixinguinha, um dos maiores compositores do choro, onde aprimorou suas habilidades e se tornou um dos principais nomes do gênero.
Contribuições e parcerias marcantes
Ao longo de sua carreira, Zé da Velha fez parte de diversos grupos e projetos, estabelecendo parcerias com lendas como Jacob do Bandolim e Waldir Azevedo. Seu estilo único de tocar contracantos elevou a sonoridade do trombone no choro, tornando-o um maestro em sua própria agenda musical. Suas gravações, como “Chorando pelos Dedos” e “Chorando Baixinho”, são consideradas clássicos que moldaram a identidade do choro.
Legado e reconhecimento
A obra de Zé da Velha é um testemunho de sua dedicação à música brasileira. Ele também foi um dos fundadores do grupo Chapéu de Palha e colaborou com o maestro Paulo Moura em registros memoráveis. Silvério Pontes descreveu Zé da Velha como um “elo da velha guarda com a música atual”, ressaltando sua habilidade de tocar para a música e não apenas para si mesmo.
A despedida
O velório de Zé da Velha será realizado no sábado (27), às 10h15, seguido do sepultamento no Cemitério de Inhaúma, no Rio de Janeiro. Sua morte não apenas marca o fim de uma era, mas também deixa um vazio na cena musical brasileira. O legado de Zé da Velha será eternamente lembrado por aqueles que amam a música e o choro, em especial.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: Adriana Elias/Folhapress





