Montagem de ‘Morte e Vida Severina’ Reforça Luta Social com Ferramentas do MST

Peça de João Cabral de Melo Neto ganha nova encenação no Verão 2026, destacando envelhecimento e resistência

Montagem de 'Morte e Vida Severina' Reforça Luta Social com Ferramentas do MST
Cena da montagem de 'Morte e Vida Severina' com uso de ferramentas reais cedidas pelo MST. Foto: Divulgação

Peça 'Morte e Vida Severina' ganha montagem impactante em 2026, com Gilberto Miranda no papel-título e cenografia que incorpora ferramentas do MST.

A montagem 2026 de Morte e Vida Severina, de João Cabral de Melo Neto, traz uma visão poderosa e atualizada da obra, destacando o envelhecimento e a resistência social como eixos centrais da narrativa. Gilberto Miranda, que interpretou o personagem Severino em 2000 aos 46 anos, retorna aos 72 para dar corpo a uma experiência de vida marcada pela luta contra a pobreza e a invisibilização do idoso no contexto de miséria.

Teatro como Espelho da Realidade Social e Cultural

Sob a direção de Luiz Fernando Lobo, o espetáculo reúne cerca de 25 atores que formam um coro sólido, atuando como uma parede de resistência no palco. A proposta recusa a ornamentação do sofrimento, optando por uma encenação sóbria que remete à aridez e dignidade representadas nas obras de Cândido Portinari. A iluminação de Cesar de Ramires utiliza o claro-escuro para enfatizar a geometria trágica das cenas, enquanto a cenografia de J.C. Serroni cria um horizonte infinito, ancorando a poesia no solo da luta social. Importante destacar que a cenografia incorpora ferramentas reais cedidas pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que simbolizam a memória do trabalho e reforçam o compromisso político da montagem.

Programação e Elementos Artísticos de Destaque

  • Elenco: Cerca de 25 atores sob direção de Luiz Fernando Lobo.
  • Protagonista: Gilberto Miranda, com 72 anos, trazendo um “rejuvenescimento às avessas” ao papel de Severino.
  • Iluminação: Cesar de Ramires, destacando o claro-escuro.
  • Cenografia: J.C. Serroni, integrando ferramentas reais do MST.
  • Trilha sonora: Chico Buarque com direção musical de Itamar Assiere, executada ao vivo na boca de cena.

Teatro como Documento e Manifesto Político

A peça incorpora elementos contemporâneos, como dados sobre desigualdade social e referências à “Geografia da Fome”, de Josué de Castro, atualizando o discurso para uma realidade global onde a “morte severina” é um fenômeno metropolitano. A trilha sonora de Chico Buarque, atualizada por Itamar Assiere, reforça o caráter épico e popular da montagem, tornando o espetáculo um relatório crítico e manifesto social.

Serviço e Segurança

  • Local: Sesc Pinheiros – Rua Paes Leme, 195, Pinheiros, São Paulo.
  • Datas e horários: Quinta a sábado, às 20h; domingo, às 18h.
  • Período: Até 18 de janeiro de 2026.
  • Duração: Aproximadamente 90 minutos.
  • Ingressos: A partir de R$ 21 (com credencial plena), disponíveis no site sescsp.org.br e nas bilheterias.

A montagem de Morte e Vida Severina em 2026 se apresenta como um teatro que conjuga arte e compromisso social, trazendo à cena a força da poesia de João Cabral de Melo Neto e a urgência da luta por justiça e dignidade, especialmente para os que vivem nas margens da sociedade e enfrentam o envelhecimento sob a sombra da exclusão. Um convite para refletir e se engajar na transformação social através da experiência teatral.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Fonte: Divulgação