Moto aquática usada em roubo no mar de São Vicente mobiliza forças de segurança

Investigação busca identificar origem da embarcação utilizada no crime

Uma força-tarefa investiga a origem da moto aquática utilizada em um roubo no mar de São Vicente, onde um casal foi atacado por criminosos.

Um incidente alarmante ocorreu recentemente em São Vicente, no litoral de São Paulo, onde um casal foi assaltado dentro do mar por criminosos que usavam uma moto aquática. A força-tarefa composta por diversas agências de segurança pública está se mobilizando para descobrir a origem da embarcação utilizada durante o roubo, que aconteceu no último domingo, 21 de dezembro de 2025.

O contexto do assalto

As imagens do crime mostram que a abordagem ocorreu a cerca de 100 metros da Praia dos Milionários, enquanto as vítimas, um homem de 53 anos e uma mulher de 47 anos, desfrutavam de um passeio de caiaque. A situação se complicou ainda mais pelo fato de que, no dia do assalto, todas as marinas da cidade estavam fechadas, o que levanta a questão de como os criminosos conseguiram acessar a moto aquática. A polícia já fiscalizou mais de dez marinas na região, e três foram autuadas por falta de documentação.

Detalhes da abordagem

As cenas capturadas por testemunhas mostram o momento em que os criminosos se aproximaram da dupla, inicialmente jogando água no caiaque e, em seguida, anunciando o assalto. A mulher relatou que, ao tentarem argumentar com os ladrões, o marido foi agredido com um remo, resultando em ferimentos na cabeça e na perna. Após o ataque, os assaltantes levaram as alianças do casal e fugiram.

Andamento da investigação

A polícia está à procura de Rael Fabiano Veiga Ungaretti, de 19 anos, que foi identificado nas gravações do assalto. As investigações continuam para localizar o segundo suspeito. As autoridades afirmam que a fiscalização nas marinas será intensificada durante todo o verão, já que elas têm responsabilidade na prevenção do uso irregular de embarcações.

A mulher vítima do assalto expressou sua indignação com a falta de policiamento no mar e pediu uma resposta mais efetiva dos órgãos de segurança. Ela destacou que, após o crime, sua família não recebeu o apoio esperado, o que aumenta a sensação de insegurança na região.

Reação das autoridades

A Polícia Militar e a Prefeitura de São Vicente estão colaborando nas investigações e promovendo ações para inibir irregularidades nas marinas, além de garantir que embarcações sejam alugadas apenas com a devida regulamentação. A Capitania dos Portos de São Paulo também se manifestou, ressaltando que questões de segurança pública são de responsabilidade das forças de segurança, enquanto ações de fiscalização naval são realizadas para garantir a segurança da navegação e prevenir a poluição.

Este triste episódio não só expõe os perigos enfrentados por quem utiliza o mar para lazer, mas também destaca a necessidade de um policiamento mais eficaz e de regulamentações rigorosas para atividades náuticas. A comunidade aguarda por respostas e ações mais efetivas para que situações semelhantes não voltem a ocorrer.