Motorista morto em Curitiba tinha passado criminal recente

André Luis Ferreira da Silva estava solto há quatro meses após condenação por homicídio

Motorista morto em Curitiba tinha passado criminal recente
André Luis Ferreira da Silva foi morto com mais de 15 tiros. Foto: Kainan Lucas/ Ric RECORD

André Luis Ferreira da Silva, motorista assassinado em Curitiba, tinha passado criminal recente e era monitorado por tornozeleira.

O motorista morto com mais de 15 tiros no bairro Alto Boqueirão, em Curitiba, na última quarta-feira (26), tinha uma extensa ficha criminal e era conhecido das autoridades policiais. André Luis Ferreira da Silva, morador de São José dos Pinhais, estava solto há apenas quatro meses, após cumprir seis anos em regime fechado por homicídio.

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) investiga as possíveis motivações do crime. André havia sido condenado por um crime cometido na adolescência, quando, junto com um amigo, armou uma emboscada para assassinar um jovem. O crime ocorreu quando ele tinha apenas 19 anos, e a vítima era o atual companheiro da ex-namorada de André.

A perseguição que resultou na morte de André começou na Vila Pantanal, onde ele tinha familiares. Ele estava sob monitoramento por tornozeleira eletrônica, a qual já tinha data marcada para ser retirada. O crime que chocou a comunidade local, deixou questões sobre as razões que levaram à execução de André.

Ainda não há informações sobre os responsáveis pela morte do motorista. A polícia não descarta a possibilidade de um acerto de contas. André foi enterrado no Cemitério Parque Senhor do Bonfim, em São José dos Pinhais, na quinta-feira (27).

Detalhes do crime em Alto Boqueirão

Na manhã da quarta-feira (26), um crime assustador foi registrado no Alto Boqueirão. Testemunhas relataram que dois veículos, um Volkswagen Polo e um Renault Clio, estavam em alta velocidade na Rua Eduardo Pinto da Rocha, próximos à ponte que liga o bairro ao Osternack. Durante a perseguição, o condutor do Polo foi morto a tiros por um dos ocupantes do Clio.

A Polícia Militar do Paraná (PMPR) informou que o Polo tentava escapar do Clio desde a Vila Pantanal. Após cruzarem a ponte da Rua Eduardo Pinto da Rocha, o Clio colidiu com o Polo, que, em seguida, bateu contra uma árvore. O carona do Clio desceu e disparou contra André, que estava no Polo. Ambos os ocupantes do Clio fugiram em alta velocidade em direção ao Alto Boqueirão.

O veículo utilizado pelo autor dos disparos foi encontrado incendiado na comunidade Vila Nova, a cerca de 2 km do local do crime. Testemunhas relataram que o atirador usava uma máscara do Homem-Aranha, o que acrescenta um elemento perturbador ao caso.

As investigações continuam, e a polícia pede que qualquer pessoa com informações sobre o caso se apresente para ajudar a elucidar os fatos. A situação levanta questões sobre segurança e a necessidade de acompanhamento rigoroso de indivíduos com histórico criminal, especialmente aqueles que estão sob liberdade condicional.

A comunidade local está em choque com a brutalidade do crime, e o caso levanta preocupações sobre a eficácia das medidas de monitoramento de pessoas que saem do sistema prisional e o potencial para a reincidência em atos violentos.

Fonte: ric.com.br

Fonte: Kainan Lucas/ Ric RECORD