Os riscos à saúde aumentam com a venda de versões não autorizadas das canetas antiobesidade no mercado paralelo

Importar e usar Mounjaro e retatrutida do Paraguai pode trazer riscos graves à saúde devido à falta de controle e registro.
Entenda os riscos de usar Mounjaro e retatrutida do Paraguai
A circulação e o consumo de medicamentos como Mounjaro e retatrutida do Paraguai têm aumentado, apesar dos riscos à saúde associados a esses produtos sem registro no Brasil. Desde novembro de 2025, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vem alertando sobre a proibição da importação, comercialização e uso dessas canetas injetáveis para tratamento da obesidade. Fabricadas em condições desconhecidas e sem controle regulatório, elas podem apresentar contaminação, dosagem incorreta e falta de eficácia.
O professor Alexandre Hohl, da Universidade Federal de Santa Catarina, destaca a importância dos ritos científicos antes da liberação de medicamentos. A retatrutida, por exemplo, ainda está em fase de testes clínicos e não possui autorização para uso comercial. O emprego irregular dessa substância pode causar riscos à população e configura um problema sanitário grave.
Medidas da Anvisa contra medicamentos não registrados no Brasil
Desde o ano passado, a Anvisa intensificou as ações contra a venda irregular dessas canetas. Em fevereiro, determinou a apreensão de diversos produtos não autorizados, como Lipoless, Retatrutide 40mg, Tirzec e outros que circulam no mercado paralelo. Essas medidas visam proteger os consumidores de substâncias sem procedência comprovada e que podem conter ingredientes nocivos.
Além disso, a agência reforça que os agonistas do GLP-1, como a semaglutida e a tirzepatida, só devem ser usados com prescrição médica e adquiridos em farmácias regulamentadas, com retenção da receita. A importação pessoal ou compra em locais não autorizados expõe o paciente a riscos desnecessários.
Impactos do mercado paralelo e a questão dos preços atraentes
A procura pelas canetas paraguaias está relacionada ao desejo por perda de peso rápida e ao preço mais baixo, que pode variar entre 25% a 44% do valor dos medicamentos originais. Contudo, esse custo reduzido não compensa os perigos envolvidos, como a inexistência de controle de qualidade, risco de contaminação e ausência de estudos clínicos conclusivos.
Especialistas alertam para os perigos de adquirir medicamentos sem garantia de eficácia, enfatizando que o uso de substâncias não regulamentadas pode levar a efeitos adversos imprevisíveis e prejudicar a saúde dos usuários.
A importância do acompanhamento médico e regulamentação científica
O uso de medicamentos para obesidade deve ser realizado somente sob supervisão médica, com base em evidências científicas e análises regulatórias que garantam segurança e eficácia. A retatrutida, apesar de promissora em estudos, ainda não tem indicação liberada para o público e sua comercialização fora dos protocolos oficiais é ilegal e perigosa.
O professor Alexandre Hohl ressalta que a comercialização irregular dessas substâncias demanda ações coordenadas entre agências regulatórias e autoridades policiais para evitar riscos à população. O cumprimento das etapas de pesquisa clínica e aprovação regulatória é fundamental para garantir tratamentos seguros e eficazes.
Consequências da fabricação e venda de medicamentos falsificados ou não autorizados
Produtos falsificados podem conter ingredientes errados, quantidades inadequadas ou substâncias nocivas, além de serem produzidos em ambientes sem condições sanitárias adequadas. Isso aumenta a probabilidade de eventos adversos e de resultados clínicos insatisfatórios, comprometendo a saúde pública.
A farmacêutica Eli Lilly, fabricante do Mounjaro, alerta que tais medicamentos podem ser perigosos, reforçando a necessidade de aquisição apenas de produtos autorizados e com garantia de qualidade. O combate ao mercado ilegal é essencial para evitar danos e preservar a confiança nos tratamentos médicos.
Conclusão: cuidado redobrado com Mounjaro e retatrutida importados
A importação e o uso de Mounjaro e retatrutida do Paraguai acarretam riscos elevados devido à falta de registros e fiscalização. A busca por emagrecimento rápido não deve colocar em risco a saúde dos pacientes. É imprescindível seguir as orientações médicas, respeitar as regulamentações sanitárias e evitar o consumo de medicamentos de procedência desconhecida ou irregular.





