Operação Custódia (In)Fiel investiga regalias a ex-presidente da Câmara Municipal preso em Mogi das Cruzes. Dinheiro foi encontrado na residência do agente.

Ministério Público apreende R$ 155 mil e US$ 10 mil com carcereiro da Cadeia Pública de Mogi das Cruzes, suspeito de facilitar regalias a Milton Leite.
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) apreendeu cerca de R$ 155 mil e US$ 10 mil com um carcereiro suspeito de facilitar regalias ao ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite (União Brasil), preso na Cadeia Pública de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo. A apreensão ocorreu nesta sexta-feira (16), durante a Operação Custódia (In)Fiel.
Segundo investigações da CNN Brasil, cerca de R$ 150 mil e US$ 10 mil foram encontrados na residência do agente. Outros aproximadamente R$ 4 mil estavam nos bolsos dele durante uma busca realizada na unidade prisional. A operação foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), do MPSP.
A investigação apura suspeitas de tratamento privilegiado a presos provisórios custodiados na cadeia. Entre os investigados está Milton Leite, preso no âmbito da Operação Vectura Corrupta. De acordo com o Ministério Público, a investigação examina um fluxo frequente de visitantes dos presos, muitos sem vínculo familiar com os detidos, além de possíveis benefícios incompatíveis com as condições de custódia.
A investigação teve início após uma denúncia anônima sobre possíveis regalias concedidas a Milton Leite na prisão. Entre as suspeitas estão visitas de políticos e amigos fora dos dias e horários permitidos, inclusive à noite e aos fins de semana. Segundo investigações, o presidente nacional do PL Valdemar Costa Neto esteve entre os visitantes de Milton Leite. Os deputados estaduais Delegado Olin (PP-SP) e Rogério Franco (PL-SP) também teriam visitado o ex-vereador sem autorização formal.
O Ministério Público cumpriu três mandados de busca e apreensão na Cadeia Pública de Mogi das Cruzes, no 1º Distrito Policial do município e em um endereço residencial. A ação contou com o apoio da Polícia Militar, da Polícia Penal e da Corregedoria da Polícia Civil. Os fatos investigados podem configurar, em tese, crimes de corrupção ativa e passiva, além de prevaricação. A investigação segue sob sigilo.






