Ilana Dourado destaca presença feminina na agricultura com operação de máquinas em plantio de algodão

Ilana Dourado simboliza a mulher agricultora no Maranhão, operando máquinas e promovendo inclusão no campo.
A presença da mulher agricultora no plantio de algodão no Maranhão
Ilana Dourado, jovem mulher agricultora de 20 anos no Maranhão, viralizou recentemente nas redes sociais ao mostrar sua rotina de operação de máquinas agrícolas no plantio de algodão. O vídeo gravado durante a época de plantio já ultrapassa 2 milhões de visualizações, destacando a mulher agricultora como símbolo de transformação no campo. Ilana é responsável por conduzir tratores de alta potência e pode chegar a plantar até 130 hectares em dias produtivos. Sua experiência evidencia o avanço da presença feminina em atividades técnicas e tecnológicas no agronegócio.
Programa Semear e capacitação técnica para mulher agricultora no agronegócio
A carreira da mulher agricultora como Ilana reflete o impacto de programas de capacitação como o Semear, que oferece formação prática e teórica para mulheres operadoras de máquinas agrícolas. Essa iniciativa, desenvolvida pela SLC Agrícola em parceria com a Associação Maranhense de Produtores de Algodão (AMAPA), tem como objetivo fortalecer a equidade de gênero no setor, proporcionando acesso a tecnologias e qualificações técnicas essenciais para o campo. O curso contribui para ampliar o protagonismo da mulher agricultora em funções antes predominantemente masculinas.
Desafios e desigualdades enfrentados pela mulher agricultora no Brasil
Apesar de casos inspiradores como o de Ilana Dourado, a mulher agricultora ainda enfrenta barreiras significativas no acesso a recursos, crédito, tecnologia e formação técnica. A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) destaca que, mesmo desempenhando papel central na produção de alimentos, a mulher agricultora sofre com desigualdades históricas que limitam seu potencial. O Ano Internacional da Mulher Agricultora 2026 visa chamar atenção para a necessidade de políticas públicas e investimentos que promovam a inclusão e o empoderamento feminino nos sistemas agroalimentares.
A cotonicultura no Maranhão e a valorização da mulher agricultora
O estado do Maranhão, onde Ilana atua na Fazenda Potência, no município de Balsas, consolidou-se como um polo tecnológico e produtivo na cotonicultura nacional. O Brasil é o maior exportador mundial de algodão, e organizações como a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) intensificam esforços para ampliar a participação feminina no setor. Essas ações promovem a transformação cultural no ambiente de trabalho rural, criando espaços onde a mulher agricultora é valorizada e respeitada, o que tem impacto direto no bem-estar e no desempenho profissional das mulheres no campo.
Mudança cultural e ambiente de trabalho para a mulher agricultora
Um aspecto importante destacado por Ilana é o ambiente de respeito e colaboração no trabalho rural. Ela relata que os colegas masculinos são educados e prestativos, o que contribui para uma convivência harmoniosa e para a confiança necessária ao desempenho das atividades. Essa mudança cultural no campo é fundamental para consolidar a presença da mulher agricultora em funções técnicas e operacionais, promovendo a igualdade de gênero e o fortalecimento do agronegócio brasileiro como um todo.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br





