Larissa de Souza Batista foi detida por tentar matar o namorado usando inseticida terbufós em São Paulo

Acusada de tentativa de homicídio com açaí envenenado, Larissa foi presa em Ribeirão Preto após investigação revelar uso de chumbinho no alimento.
Detalhes da prisão e investigação do caso em Ribeirão Preto
A tentativa de homicídio com açaí envenenado ocorreu em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, no dia 5 de fevereiro de 2026. Larissa de Souza Batista foi presa preventivamente após a Justiça de São Paulo recebesse denúncia do Ministério Público. A 3ª Delegacia de Investigações Sobre Homicídios do DEIC localizou Larissa hospedada em um hotel da cidade, onde usava nome falso. A prisão foi realizada nesta quarta-feira (15) e a acusada foi encaminhada à Cadeia Pública de São Joaquim da Barra.
Larissa é acusada de tentar matar o namorado, Adenilson Ferreira Parente, através da administração de um açaí contaminado com inseticida terbufós, conhecido como chumbinho. A investigação demonstrou que o crime foi planejado para dificultar a defesa da vítima, configurando meio cruel e dissimulado.
Exames confirmam presença de inseticida em bebida consumida pela vítima
Os exames laboratoriais e laudos médicos confirmaram a presença de terbufós no interior do copo de açaí consumido por Adenilson. O inseticida estava não só na bebida, mas também no fundo do recipiente, corroborando a hipótese da tentativa de envenenamento. Segundo a denúncia, Larissa fez dois pedidos no estabelecimento, um para si mesma e outro para o namorado, sendo que nas imagens das câmeras de segurança é possível ver o momento exato em que ela adiciona a substância tóxica ao copo da vítima.
Após ingerir o açaí, Adenilson passou a sentir fortes desconfortos, como irritação na garganta, evoluindo para insuficiência respiratória, perda de memória e necessidade de intubação. A própria Larissa teria sugerido que ele fizesse uma lavagem estomacal, uma tentativa de disfarçar sua conduta criminosa.
Análise do Ministério Público e motivação do crime
O promotor de Justiça Eliseu Berardo Gonçalves explicou que, embora a motivação exata da tentativa de homicídio não tenha sido completamente esclarecida, o modo de agir de Larissa foi calculado e traiçoeiro, aproveitando-se da relação amorosa para ocultar suas reais intenções. Inicialmente, a linha de investigação apontava para um interesse financeiro, já que Adenilson possuía cerca de R$ 20 mil em espécie. Contudo, essa hipótese foi descartada, pois o valor não estava com a vítima no momento do crime.
Além disso, a investigação apontou que a mulher resetou seu celular no dia da operação policial, possivelmente para apagar evidências. A denúncia foi construída com base em depoimentos, imagens de câmeras de segurança e laudos médicos, estabelecendo a acusação de homicídio qualificado tentado, com emprego de meio cruel e dissimulado.
Impacto do caso e desdobramentos legais em São Paulo
Este caso evidencia o uso de meios insidiosos e pouco convencionais em crimes contra a vida, alertando para a necessidade de atenção especial às relações interpessoais e sinais de violência velada. A Justiça paulista já tornou Larissa ré pelo crime. O processo deve seguir com análise aprofundada das circunstâncias e levantamento de eventuais responsabilidades adicionais.
Casos como esse também ressaltam o papel das delegacias especializadas, no caso o DEIC, e do Ministério Público em investigar e denunciar crimes complexos que envolvem métodos pouco usuais de tentativa de homicídio.
Medidas preventivas e recomendações para a população
Diante da gravidade do episódio, autoridades reforçam a importância de cautela na ingestão de alimentos e bebidas, especialmente quando envolvem terceiros com intenções suspeitas. A conscientização sobre os sinais de relações abusivas e a busca por ajuda em casos de ameaça são fundamentais para prevenir tragédias.
Além disso, o caso demonstra a relevância de sistemas de segurança como câmeras e perícias médicas para a elucidação de crimes, servindo como ferramentas importantes para a Justiça e a segurança pública.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
Fonte: Caso ocorreu em fevereiro de 2026, em Ribeirão Preto (SP) • Reprodução





