Estudo de dois anos publicado em revista internacional comprova efeitos do treinamento de resistência na estrutura e função cardíaca

Ensaio clínico realizado na UEL e publicado em periódico de medicina do esporte demonstra que treinamento de resistência progressivo melhora saúde cardiovascular
Um ensaio clínico realizado na Universidade Estadual de Londrina (UEL) comprova que o treinamento de resistência cardiovascular melhora significativamente a estrutura e função cardíacas em mulheres idosas. A pesquisa foi publicada na edição recente de Medicine & Science in Sports & Exercise, periódico de referência internacional em medicina do esporte.
Dois anos de acompanhamento científico
O estudo intitulado “Treinamento de resistência a longo prazo melhora a estrutura e a função cardíacas em mulheres idosas: um ensaio clínico randomizado controlado de dois anos” envolveu 74 participantes fisicamente independentes. Os pesquisadores utilizaram metodologia rigorosa, dividindo as voluntárias entre grupo de treinamento supervisionado e grupo controle para garantir a confiabilidade dos resultados.
Protocolo de exercícios resistidos
O programa de treinamento foi executado ao longo do biênio em três sessões semanais em dias não consecutivos. Cada sessão incluiu oito exercícios para o corpo todo, realizados em três séries de 8 a 12 repetições cada. O caráter progressivo do treinamento permitiu que as participantes aumentassem gradualmente a intensidade dos exercícios conforme evoluíam no programa.
Avaliações cardiovasculares rigorosas
Ecocardiografias foram realizadas antes do início e após os dois anos de intervenção para mensurar alterações na estrutura e função cardíacas. Um ecocardiografista experiente conduziu todas as avaliações, garantindo precisão diagnóstica e consistência metodológica. Esses dados formam a base científica das conclusões apresentadas no artigo publicado.
Inserção no Programa de Envelhecimento Ativo
O trabalho integra o Active Aging Longitudinal Study, Programa de Envelhecimento Ativo da UEL coordenado pelo professor Edilson Serpeloni, que orientou os pesquisadores responsáveis. Essa vinculação institucional reforça a relevância da investigação para políticas de saúde pública voltadas à população idosa, especialmente em relação à prevenção de doenças cardiovasculares.





