Nikolas cobra CPMI do Banco Master ao fim da caminhada a Brasília

Deputado finaliza protesto contra prisão de Bolsonaro e exige investigação sobre supostas fraudes financeiras

Nikolas Ferreira encerrou caminhada a Brasília cobrando a instalação da CPMI do Banco Master e denunciando supostas fraudes financeiras ligadas a contratos milionários.

O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) encerrou sua caminhada pela BR-040 até Brasília no domingo, 25 de janeiro, em um ato de protesto que teve como objetivo principal a cobrança da instalação da CPMI do Banco Master. A mobilização foi uma resposta à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros condenados relacionados aos ataques do dia 8 de janeiro de 2023.

Cobrança pela CPMI do Banco Master

Na Praça do Cruzeiro, local escolhido para o encerramento do percurso, Nikolas proferiu um discurso em que reforçou o pedido para a criação da CPMI do Banco Master. Ele questionou contratos milionários, como o de R$ 129 milhões firmados com a esposa de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), e associou o caso a possíveis fraudes financeiras. No Congresso, existem dois pedidos em tramitação para investigar o assunto: um do deputado Carlos Jordy (PL-RJ) e outro do senador Eduardo Girão (Novo-CE), ambos com assinaturas suficientes para prosseguir.

Críticas ao governo e denúncias de fraudes

Além da CPMI, Nikolas criticou o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, acusando-o de envolvimento em esquemas de fraudes relacionados a descontos associativos do INSS. Segundo o parlamentar, enquanto os brasileiros enfrentam dificuldades financeiras, membros da elite política continuam a se beneficiar de recursos públicos de forma indevida, citando inclusive o filho do presidente Lula.

Reflexões sobre o cenário político no Nordeste

Durante seu discurso, Nikolas também abordou o apoio majoritário ao PT nos estados do Nordeste. Ele afirmou que a ausência da atuação dos partidos conservadores na região contribuiu para o fortalecimento do partido adversário, mas manifestou otimismo em relação a uma mudança política futura, defendendo que o Nordeste “vai ser livre e vai acordar”.

Trajeto e apoio durante a mobilização

A caminhada teve início na segunda-feira, 19 de janeiro, em Paracatu (MG), cidade próxima à divisa com Goiás, percorrendo cerca de 240 quilômetros até Brasília. O ato foi divulgado pelo deputado em suas redes sociais desde o início. Ao longo do percurso, diversas lideranças da direita brasileira se juntaram a Nikolas, enquanto governadores como Tarcísio de Freitas e Romeu Zema, além da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, manifestaram apoio público à iniciativa.

Incidentes no encerramento da caminhada

O ato final, inicialmente previsto para o meio-dia na Praça do Cruzeiro, foi afetado por intensas tempestades que causaram alagamentos e atrasos na mobilização. Um incidente grave ocorreu quando um raio atingiu um poste próximo ao local, provocando uma descarga elétrica que resultou em ferimentos graves em vários manifestantes.

A caminhada de Nikolas Ferreira, intitulada “Caminhada pela Liberdade”, buscou chamar atenção para denúncias de violações de direitos humanos contra os presos do dia 8 de janeiro e para suspeitas de corrupção financeira envolvendo figuras políticas e empresariais. O encerramento em Brasília trouxe à tona debates sobre transparência, justiça e o papel dos poderes públicos na apuração de possíveis irregularidades.