Nilton Rasta: um legado cultural na Bahia entre batuques e artesanatos

O ativista cultural Nilton Rasta deixou uma marca indelével em Feira de Santana, inspirando gerações com suas contribuições à cultura afro-brasileira.

Nilton Rasta: um legado cultural na Bahia entre batuques e artesanatos
Nilton Rasta em atividade cultural. Foto: Nilton Rasta no Facebook

Nilton Rasta, ícone da cultura afro-brasileira, faleceu em setembro de 2025, deixando um legado de inspiração em Feira de Santana.

Nilton Rasta: um ícone da cultura afro-brasileira em Feira de Santana

Nilton Rasta, conhecido por seu papel central na promoção da cultura afro-brasileira, faleceu em 29 de setembro de 2025, aos 63 anos, em Feira de Santana, Bahia. Sua loja no Mercado de Arte Popular se tornou um ponto de encontro vital para artistas e admiradores, refletindo sua dedicação à música e à arte.

A trajetória de Nilton Rasta na música e nas artes

Nascido em 1962, José Ivonito de Jesus Portela, mais conhecido como Nilton Rasta, começou sua jornada artística na infância. Influenciado por grandes ícones da música, como Michael Jackson e Bob Marley, Rasta desenvolveu habilidades em dança, música e capoeira. Ele se destacou como um autodidata, utilizando suas experiências de vida como sua verdadeira educação.

Rasta fundou o Afoxé Pomba de Malê no bairro da Rua Nova, onde ofereceu aulas de percussão e capoeira para crianças, contribuindo para a formação cultural da comunidade. Seu trabalho não se limitava apenas à música; ele também era ativo nas artes plásticas e no carnaval, criando abadás e pintando telas que expressavam sua identidade cultural.

Contribuições e legado cultural

Nilton Rasta não apenas vendia instrumentos, mas também criava um espaço onde a arte, a política e a cultura se entrelaçavam. Seu box no mercado foi um local onde ideias eram trocadas e a identidade afro-brasileira era celebrada. Ele acreditava na transformação social através da cultura, e muitos o consideram um mentor que mudou vidas, incluindo a de Antônio Dimas Vieira Aires Júnior, um dos seus alunos.

Rasta teve a oportunidade de viver no Japão, onde trabalhou por seis meses e fez amizades que duraram uma vida inteira. Suas histórias sobre essa experiência no exterior eram uma mistura de humor e nostalgia, sempre destacando a importância de suas raízes baianas.

A perda de um ícone

A morte de Nilton Rasta deixou um vazio na comunidade cultural de Feira de Santana. Ele deixa sua esposa, Cristiane, e seis filhos, além de 12 netos. Sua filha, Milena Pereira de Jesus, ressaltou que, apesar de não ter formação acadêmica, Rasta era um homem de vasto conhecimento e sabedoria, sempre pronto para discutir temas variados, desde política até cultura afro-brasileira.

Conclusão

O legado de Nilton Rasta é um testemunho do poder da cultura e da arte na transformação social. Seu impacto em Feira de Santana e na comunidade afro-brasileira será lembrado por gerações, inspirando novos artistas e ativistas a continuar sua luta pela valorização da identidade cultural. Rasta pode ter partido, mas sua influência permanece viva nas vozes e corações daqueles que tiveram o privilégio de conhecê-lo.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Fonte: Nilton Rasta no Facebook