Marcas como ByteDance, BYD e Shein mudam estratégia para conquistar mercados internacionais

Empresas chinesas adotam nova abordagem global para expandir em diversos setores e países, superando antigos modelos.
Empresas chinesas transformam a internacionalização após 2024
Em 2024, empresas chinesas reforçaram sua expansão global com uma nova abordagem estratégica, conforme observado em marcas como ByteDance, BYD e Shein. A presença física nos mercados internacionais, incluindo países ricos e emergentes, passou a ser prioridade, superando modelos anteriores focados em exportações e operações restritas à China.
Sucesso da BYD e influência em setores avançados
A montadora BYD ultrapassou a Tesla em vendas globais de carros elétricos em 2025, mostrando a força da indústria chinesa em inovação tecnológica e competitividade. Além disso, empresas chinesas consolidam domínios em áreas como inteligência artificial, robótica industrial e equipamentos médicos, refletindo a maturidade industrial e tecnológica alcançada.
Mudanças no modelo de negócios: presença física e contratação local
Diferentemente das ondas anteriores, quando a maioria das operações ficava centralizada na China, agora empresas chinesas estabelecem fábricas, centros de dados e lojas no exterior, principalmente no Sul Global. Isso se soma a uma maior contratação de profissionais locais, inclusive para cargos de gestão, facilitando adaptação às demandas e regulamentações dos países anfitriões.
Desafios regulatórios e cautela geopolítica
Empresas chinesas enfrentam atenção rigorosa dos governos ocidentais, que impõem restrições e monitoram investimentos, especialmente em setores sensíveis. Paralelamente, o governo chinês mantém fiscalização sobre estruturas transfronteiriças e movimentações que possam afetar a economia doméstica, como transferências de funcionários e lucros para fora do país.
Ecossistema de apoio e perspectivas futuras
Para navegar no complexo ambiente internacional, empresas chinesas contam com consultorias jurídicas, financeiras e de negócios, algumas até de origem chinesa, para orientar estratégias. O apoio governamental tende a aumentar para companhias com atividades menos sensíveis, visando fortalecer a imagem global da China e incentivar a presença de marcas chinesas no mercado internacional nos próximos anos.
A nova geração de empresas chinesas não apenas amplia sua presença mundial, mas também redefine paradigmas de internacionalização, conciliando inovação, adaptação local e gestão de riscos em um contexto global competitivo e politicamente complexo.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: Reuters





