A produção estadual pode chegar a 7 mil toneladas, impulsionada por condições climáticas favoráveis e avanços em irrigação

A safra de noz-pecã no Rio Grande do Sul pode bater recorde histórico em 2026, chegando a 7 mil toneladas, impulsionada por clima e infraestrutura.
A expectativa da safra recorde de noz-pecã no Rio Grande do Sul em 2026
A noz-pecã Rio Grande do Sul poderá atingir um volume recorde de produção em 2026, com estimativa de até 7 mil toneladas, conforme divulgado durante reunião da Câmara Setorial do cultivo no dia 28 de fevereiro. Claiton Wallauer, presidente do Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan), destacou que a colheita está sendo realizada de forma antecipada em algumas regiões e variedades, mas permanece espalhada, o que deve prolongar o período habitual de coleta. Essa dinâmica indica uma safra robusta, superando os volumes dos últimos anos.
Condições climáticas favoráveis para o desenvolvimento da noz-pecã
De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, o ciclo climático de 2025 proporcionou condições ideais para a cultura da noz-pecã no estado. Durante o inverno, houve acúmulo suficiente de horas de frio, essencial para a brotação e floração das nogueiras. A primavera trouxe estabilidade climática que favoreceu a polinização, enquanto o verão garantiu a disponibilidade hídrica necessária para o enchimento das nozes e para manter a qualidade sanitária do fruto. Esses elementos refletem diretamente na expectativa de aumento da produtividade e qualidade da produção.
Impacto da produção na economia e no mercado interno e externo
O Rio Grande do Sul é responsável por mais de 90% da produção nacional de noz-pecã, posicionando o Brasil como o quarto maior produtor mundial dessa cultura, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A perspectiva de safra recorde em 2026 reforça o potencial do estado em atender tanto o mercado interno quanto o externo, contribuindo para o fortalecimento das cadeias produtivas e para o incremento da economia local e regional. O aumento da oferta pode impulsionar exportações e gerar maior valorização da cultura no cenário global.
Avanços técnicos e incentivos para a pecanicultura no Rio Grande do Sul
Durante a mesma reunião, Paulo Lipp, coordenador do Programa Estadual de Desenvolvimento da Pecanicultura (Pró-Pecã), apresentou dados sobre a terceira fase do Programa Irriga+RS, cujo edital está aberto até 30 de outubro. O programa oferece apoio financeiro para investimentos em sistemas de irrigação e reservatórios, ampliando a infraestrutura necessária para garantir a regularidade e qualidade da produção. Essa iniciativa reforça o compromisso do governo estadual em incentivar a modernização e sustentabilidade da atividade pecanicultora.
Perspectivas para a colheita e desafios futuros
A colheita da noz-pecã ocorre tradicionalmente entre março e junho, com maior intensidade entre abril e maio. Para 2026, a expectativa é que o processo seja mais prolongado e regular do que nos anos anteriores, devido à dispersão do ciclo das variedades e regiões. No entanto, desafios como variações climáticas e logística ainda demandam atenção para assegurar o pleno aproveitamento da safra. O monitoramento constante e o apoio técnico serão fundamentais para consolidar o desempenho positivo projetado para este ciclo agrícola.
Fonte: www.agrolink.com.br





