Crescimento de matrículas destaca avanço do ensino superior, com destaque para modalidade a distância

O número de alunos no ensino superior cresceu 2,5% entre 2023 e 2024, com maior avanço na modalidade a distância.
Panorama atual do número de alunos no ensino superior entre 2023 e 2024
O número de alunos no ensino superior cresceu significativamente entre os anos de 2023 e 2024, atingindo o total de 10,23 milhões de matrículas, um contingente maior que a população de Pernambuco, que possui 9,5 milhões de habitantes. Segundo o Instituto Semesp, responsável pelo 16º Mapa do Ensino Superior divulgado em 19 de março de 2026, esse aumento de 2,5% superou a taxa de crescimento populacional em quase todos os estados brasileiros.
Grande parte desse crescimento está relacionada ao avanço da modalidade de ensino a distância (EAD), que pela primeira vez na história registrou uma proporção de matrículas superior à do ensino presencial. Atualmente, 50,7% dos estudantes da educação superior estão matriculados em cursos a distância, com uma taxa de crescimento de 5,6% no período, ainda que menor que os anos no auge da pandemia de covid-19.
Influência das instituições privadas na expansão do ensino superior
A análise do Mapa do Ensino Superior revela que das matrículas realizadas, oito em cada dez alunos ingressam em instituições privadas, sejam faculdades ou centros universitários. As faculdades, que têm foco em áreas específicas e dependem da aprovação do Ministério da Educação para abertura de novos cursos, representam uma parte expressiva da oferta educacional privada.
A predominância das instituições privadas no ingresso de estudantes evidencia a influência dessas mantenedoras no cenário educacional brasileiro. O crescimento contínuo desse segmento sinaliza mudanças no perfil do ensino superior, tanto em termos de modalidade quanto em diversidade de cursos oferecidos.
Evasão escolar elevada no ensino superior público e privado
Apesar do crescimento nas matrículas, o panorama do ensino superior ainda enfrenta o desafio da evasão. Em 2024, dados indicam que um em cada quatro alunos do ensino público abandonou seu curso. A situação é ainda mais crítica na rede privada, onde dois em cada cinco estudantes deixaram a graduação.
Essa alta taxa de evasão levanta questões sobre a qualidade e adequação dos cursos, além de fatores socioeconômicos que podem estar impactando a permanência dos alunos. A discrepância entre as redes pública e privada também sugere que as motivações para abandono podem variar conforme a modalidade e o perfil das instituições.
Cursos mais procurados na modalidade a distância e presencial
Na rede privada, os cursos a distância que mais atraem estudantes entre 2023 e 2024 são Pedagogia, Enfermagem e Administração. Já na rede pública, os cursos a distância mais demandados são voltados para formação de professores, incluindo Educação Física, Matemática e Letras.
Quanto ao ensino presencial, a preferência na rede privada concentra-se em Direito, Enfermagem e Psicologia. Na rede pública, Pedagogia lidera a demanda, seguida por História e Letras, ambos na modalidade de licenciatura.
Essas tendências refletem tanto as necessidades do mercado de trabalho quanto as políticas públicas voltadas para a formação de professores, especialmente em áreas fundamentais para a educação básica.
Perspectivas e desafios para o ensino superior no Brasil
O crescimento do número de alunos no ensino superior em 2023 e 2024 confirma a expansão do acesso à educação superior no país, impulsionada principalmente pela modalidade a distância e pela atuação das instituições privadas.
No entanto, os índices elevados de evasão apontam para a necessidade de políticas eficazes que promovam a permanência e o sucesso dos estudantes. Além disso, a diversificação dos cursos e a qualidade do ensino são temas centrais para garantir que o aumento das matrículas se traduza em formação qualificada e impacto social positivo.
O cenário atual reforça a importância da adaptação das instituições às demandas contemporâneas, aliando inovação tecnológica à oferta de cursos alinhados às necessidades do mercado e ao desenvolvimento educacional do Brasil.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
Fonte: Agência Brasil





