Estudo revela que baixa ocupação nos perímetros urbanos da Região Metropolitana de Curitiba pode favorecer estratégias para crescimento sustentável e uso eficiente do solo

Levantamento indica que apenas 40% dos perímetros urbanos da Região Metropolitana de Curitiba estão ocupados, apontando oportunidades para planejamento eficiente.
Confira o panorama da ocupação nos perímetros urbanos da RMC
A ocupação dos perímetros urbanos da Região Metropolitana de Curitiba (RMC) é um fator decisivo para o planejamento territorial eficiente. Conforme levantamento da Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná (Amep), a ocupação média dos perímetros urbanos estabelecidos pelos municípios da RMC está em 40%, indicando que a maior parte dessas áreas ainda permanece desocupada ou subutilizada. A região, que abriga aproximadamente 3,5 milhões de habitantes, apresenta uma enorme oportunidade para direcionar o crescimento urbano de forma sustentável.
Adrianópolis: 9% de ocupação, 91% desocupação
Tijucas do Sul: 10% de ocupação, 90% desocupação
Doutor Ulysses: 13% de ocupação, 87% desocupação
Quatro Barras: 13% de ocupação, 87% desocupação
Tunas do Paraná: 14% de ocupação, 86% desocupação
Rio Negro: 14% de ocupação, 86% desocupação
Campo Magro: 15% de ocupação, 85% desocupação
Araucária: 50% de ocupação
Pinhais: 54% de ocupação
Curitiba: 71% de ocupação, sendo a mais urbanizada da RMC
Impactos da ocupação dos perímetros urbanos na eficiência municipal
Gilson Santos, diretor-presidente da Amep, enfatiza que a ocupação dos perímetros urbanos da RMC é crucial para a eficiência dos municípios. Áreas urbanas com infraestrutura disponível, mas desocupadas, geram custos elevados para manutenção de serviços públicos, tornando a gestão menos eficiente. A ocupação adequada dessas zonas pode reduzir custos relacionados à coleta de lixo, transporte coletivo, educação e saúde, além de aproximar os cidadãos dos centros comerciais e áreas de serviços.
Desafios da ampliação dos perímetros urbanos para a expansão das cidades
Muitos municípios da RMC têm adotado a ampliação dos perímetros urbanos como estratégia para acomodar o crescimento populacional e empreendimentos. Contudo, essa prática acarreta aumento nos custos públicos e deslocamentos mais longos para os moradores, impactando economicamente e socialmente as famílias. Gilson Santos destaca que essa expansão demanda maior investimento em infraestrutura e serviços, o que pode sobrecarregar os orçamentos municipais e afetar a qualidade de vida.
Potencial para reduzir o déficit habitacional sem expandir perímetros urbanos
O estudo revela que a RMC dispõe de espaço suficiente dentro dos perímetros urbanos já delimitados para absorver o crescimento populacional previsto, o que pode contribuir para a redução do déficit habitacional do Paraná sem necessidade de expansão territorial. O uso de instrumentos urbanísticos previstos no Estatuto da Cidade, como IPTU progressivo e incentivos fiscais, pode estimular a ocupação desses vazios urbanos e promover o adensamento, valorizando a infraestrutura existente e evitando a dispersão urbana.
Contribuições do PDUI para um planejamento metropolitano alinhado ao futuro
O Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado (PDUI) da Região Metropolitana de Curitiba, atualmente em fase final de elaboração pela Amep, tem como objetivo orientar os municípios na tomada de decisões estratégicas para o crescimento urbano. Ao cruzar dados populacionais, projeções de crescimento e a ocupação atual dos perímetros urbanos, o PDUI sinaliza que os municípios dispõem de áreas urbanas disponíveis que ultrapassam em cerca de 90% a demanda estimada. Este cenário abre espaço para políticas públicas que priorizem a eficiência territorial, a sustentabilidade ambiental e a melhoria da qualidade de vida da população metropolitana.
Fonte: www.parana.pr.gov.br
Fonte: AEN





