Estudo da empresa aponta participação no PIB e geração de empregos na cadeia

Pesquisa encomendada pela empresa estima impacto de R$ 87,5 bilhões na economia e aponta mais de meio milhão de empregos na cadeia produtiva.
A presença da Coca‑Cola Brasil no país corresponde a um montante estimado em R$ 87,5 bilhões de impacto econômico, segundo um estudo encomendado pela companhia e elaborado por consultoria independente. O relatório situa esse valor em aproximadamente 0,7% do Produto Interno Bruto nacional e destaca efeitos sobre emprego, comércio e fornecimento de insumos.
Além do valor agregado, o levantamento atribui à operação a geração de 574 mil postos de trabalho ao longo de toda a cadeia produtiva. A análise considera tanto empregos diretos quanto indiretos vinculados a distribuição, varejo, serviços e fornecedores locais.
Antecedentes da presença da Coca‑Cola Brasil
A companhia atua no país por meio de um sistema que envolve fabricantes, engarrafadores e redes de distribuição. Atualmente a estrutura inclui 33 unidades industriais e se estende por uma vasta malha de pontos de venda, com presença avaliada em mais de um milhão de estabelecimentos.
O estudo que mapeia esse impacto foi feito pela consultoria responsável pela modelagem econômica a pedido da empresa. Em termos práticos, o trabalho mensura efeitos diretos (atividades da própria operação), indiretos (cadeia de fornecedores) e induzidos (consumo gerado por salários e renda), definindo parâmetros para estimar contribuição ao PIB.
Principais números divulgados pela companhia e impacto
- R$ 87,5 bilhões: impacto econômico total estimado — cerca de 0,7% do PIB nacional, segundo o levantamento.
- 574 mil empregos: vagas totais associadas à cadeia produtiva, incluindo atividades de distribuição e varejo.
- 33 fábricas: unidades industriais que integram a produção e logística no país.
- Mais de 1 milhão de pontos de venda: alcance varejista onde os produtos da marca são comercializados.
- R$ 7 bilhões: investimentos realizados pelo sistema Coca‑Cola Brasil em 2025, ante R$ 4 bilhões em 2024.
O relatório também aponta que, por cada dólar gasto em bebidas do portfólio da companhia no Brasil, há retorno próximo de US$ 0,94 em valor para a economia local. Entre os setores mais favorecidos está o comércio, que concentra parcela significativa do valor agregado.
Pontos que afetam varejo, fornecedores e emprego
- Comércio local: aumento do fluxo de vendas em estabelecimentos que comercializam as bebidas — por que importa: sustenta receita e circulação em pequenos e médios varejistas; quem é afetado: donos de lojas, mercados e redes de conveniência.
- Cadeia de fornecedores: volume de compras de bens e serviços estimado em bilhões — por que importa: sustenta fornecedores regionais e empregos indiretos; quem é afetado: fabricantes de embalagens, logística e produtores de ingredientes.
- Investimentos industriais: aportes crescentes em fábricas e equipamentos — por que importa: modernização da produção e potencial ampliação da capacidade; quem é afetado: trabalhadores industriais e prestadores de serviço.
- Emprego formal e renda: geração de centenas de milhares de vínculos na cadeia — por que importa: impacto na remuneração e consumo local; quem é afetado: trabalhadores diretos e indiretos, famílias e comunidades onde há plantas industriais.
O que acompanhar a partir de agora no setor
A evolução dos investimentos e a manutenção do nível de emprego são indicadores centrais a observar nos próximos meses. Autoridades setoriais e observadores do mercado deverão monitorar se os aportes anunciados se concretizam em prazos previstos e como isso se traduz em geração de ocupação formal.
Também será relevante acompanhar alterações na pauta de compras da companhia e possíveis variações no desempenho do varejo, especialmente em segmentos de pequeno porte que dependem fortemente da comercialização de bebidas. Mudanças regulatórias, fiscais ou no custo de insumos agrícolas e de embalagens podem alterar projeções para 2026.
Por fim, eventuais pesquisas adicionais e auditorias independentes podem aprofundar a compreensão sobre a metodologia empregada na estimativa e sobre a distribuição regional dos impactos, indicando onde os efeitos são mais sentidos e quais políticas públicas podem potencializar benefícios.
A análise encomendada pela empresa oferece um retrato dos reflexos da operação nacional sobre renda e mercado, mas o acompanhamento de dados futuros e a comparação com outras pesquisas do setor serão necessários para avaliar a sustentabilidade desses resultados ao longo do tempo.