Operação no Rio mira policiais ligados ao bicheiro Rogério de Andrade

Investigação do Ministério Público do Rio de Janeiro cumpre mandados contra policiais suspeitos de proteger esquema ilegal de jogos de azar

Operação no Rio mira policiais ligados ao bicheiro Rogério de Andrade
Rogério de Andrade é alvo de investigação por ligação com policiais suspeitos de proteger esquema ilegal de jogos de azar

MPRJ cumpre mandados contra 19 policiais suspeitos de proteger esquema ilegal de jogos de azar ligado ao bicheiro Rogério de Andrade no Rio.

Investigação mira policiais ligados ao bicheiro Rogério de Andrade no Rio de Janeiro

Nesta terça-feira (10), o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) cumpriu 20 mandados de prisão preventiva contra o bicheiro Rogério de Andrade e 19 policiais ligados ao bicheiro Rogério de Andrade. A ação faz parte de uma investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) que revelou a participação de policiais militares, penais e um policial civil aposentado na proteção de pontos ilegais de jogos de azar na região de Bangu, zona oeste do Rio.

Detalhes da operação e cumprimento dos mandados no Rio e região metropolitana

Os mandados foram expedidos pela 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Capital e cumpridos em endereços no Rio de Janeiro, Belford Roxo, Duque de Caxias, Mangaratiba, Nilópolis e São João de Meriti. Até o momento, 15 prisões foram efetuadas, incluindo a do próprio Rogério de Andrade, que já estava detido desde outubro de 2024 no Presídio Federal de Campo Grande, Mato Grosso do Sul. A operação contou com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência do MPRJ e das corregedorias das polícias Militar, Civil e da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária.

Ligação entre policiais e esquema ilegal de jogos de azar na Baixada Fluminense

De acordo com o MPRJ, os policiais denunciados utilizavam sua condição de agentes públicos para proteger a estrutura criminosa liderada por Rogério de Andrade, garantindo o funcionamento dos pontos de exploração ilegal de jogos de azar e impedindo ações de fiscalização. A investigação mostrou um esquema de corrupção que envolvia agentes da ativa e da reserva, além de um policial civil aposentado cooptado ainda em atividade.

A posição da Polícia Militar sobre as prisões e medidas disciplinares

Em nota, a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) afirmou que a Corregedoria Geral participa da operação para cumprir os mandados contra policiais militares da ativa e reserva. Os agentes detidos serão submetidos a Processos Administrativos Disciplinares (PADs) para avaliar sua permanência na corporação. Após as prisões, os policiais serão encaminhados para a Unidade Prisional da PM, em Niterói, na Região Metropolitana. A corporação destacou que não compactua com desvios de conduta e que pune rigorosamente os envolvidos caso as infrações sejam confirmadas.

Impactos da operação no combate ao crime organizado e proteção das instituições públicas

A operação evidencia o desafio das forças de segurança em combater a infiltração de agentes públicos em organizações criminosas que atuam na exploração ilegal de jogos de azar. A participação de policiais sob suspeita de corrupção compromete a integridade das instituições e dificulta o combate ao crime organizado. A ação do MPRJ e das corregedorias reforça o compromisso com a transparência e a punição dos desvios de conduta, buscando restabelecer a confiança da população nas forças policiais.

Histórico da atuação de Rogério de Andrade e medidas judiciais recentes

Rogério de Andrade é uma das figuras mais conhecidas do jogo do bicho no Rio de Janeiro e já estava preso desde 29 de outubro de 2024. Sua detenção ocorreu em sua residência na Barra da Tijuca, durante uma outra operação. Mesmo custodiado em presídio federal, ele mantém papel central na investigação sobre a estrutura criminosa que envolve a exploração ilegal de jogos de azar no estado, o que motivou a nova ofensiva do Ministério Público e das forças de segurança.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br