Golpe resultou em prejuízos de mais de R$ 200 mil para visitantes.
Polícia Civil de São Paulo realiza operação contra quadrilha que comercializava ingressos falsos para parques, causando prejuízos a mil vítimas.
Operação policial contra quadrilha de ingressos falsos
A operação realizada pela Polícia Civil de São Paulo, nesta terça-feira, 16 de dezembro de 2025, teve como alvo uma quadrilha que se aproveitava do período de férias escolares para enganar visitantes de parques temáticos. A investigação revelou que o grupo teria lucrado mais de R$ 200 mil com a venda de ingressos falsos, prejudicando mil pessoas que tentaram acessar atrações como o Aquário de São Paulo e o Animália Park.
O golpe e suas consequências
Durante o mês de novembro, os golpistas utilizaram sites falsos que replicavam logotipos e a identidade visual dos parques, oferecendo ingressos a preços muito inferiores aos praticados oficialmente. A fraude foi descoberta pelos visitantes apenas ao tentarem entrar nos parques, quando os QR Codes que apresentavam não eram válidos. Além disso, os golpistas enviavam e-mails falsos simulando vouchers de entrada.
A polícia identificou os integrantes da quadrilha, que tinham funções específicas: enquanto um deles gerenciava as páginas fraudulentas, os outros divulgavam os anúncios e recebiam os pagamentos, normalmente realizados via PIX. A operação resultou na apreensão de dois notebooks, dois celulares, um HD e um computador, utilizados para a execução do golpe.
A resposta da polícia e orientações ao público
A operação, intitulada Mirage, contou com a colaboração do Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco). Os três suspeitos foram levados à delegacia, onde prestaram esclarecimentos e foram liberados, mas ainda podem ser indiciados por estelionato e associação criminosa.
Os parques afetados emitiram alertas à população, recomendando que os visitantes adquiram ingressos apenas por meio de seus sites oficiais e desconfiem de ofertas que pareçam boas demais para ser verdade. As instituições também destacaram a prática de pedidos inusitados, como gravações de vídeos, que não são exigidas para a compra de ingressos.
A operação visa não apenas desmantelar a quadrilha, mas também conscientizar o público sobre os riscos das fraudes online, especialmente em períodos de grande movimento, como as férias escolares.





