Estratégias da oposição visam barrar a indicação de Jorge Messias ao STF em meio a desconfianças internas

Oposição busca apoio de Alcolumbre para barrar indicação de Messias ao STF, mas bolsonaristas temem traição.
Oposição articula com Alcolumbre contra Messias no Senado
A oposição articula uma estratégia para barrar a indicação de Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal), aproveitando a contrariedade do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), com o governo Lula. A manobra, no entanto, é cercada de desconfiança por parte dos bolsonaristas, que temem que Alcolumbre possa estar usando a situação para obter vantagens do Planalto.
A tensão se intensifica à medida que a oposição planeja convocar Messias para prestar depoimento na CPMI do INSS, onde ele é acusado de não ter atuado para cessar irregularidades que afetam os aposentados. Essa convocação é vista como uma estratégia para associar o indicado de Lula a práticas questionáveis, o que poderia prejudicar sua imagem.
A estratégia da oposição em ação
O PL (Partido Liberal) tem trabalhado desde terça-feira para garantir a convocação de Messias. A estratégia lembra táticas anteriores que resultaram em vitórias, como na eleição para a presidência da CPMI, onde a oposição superou as expectativas do governo. Caciques do PL buscam os mesmos aliados que asseguraram a vitória na CPMI, destacando a irritação de Alcolumbre com Lula como um fator a ser explorado.
A oposição argumenta que a aprovação de Messias tornaria o STF excessivamente alinhado ao PT, ressaltando que os últimos dois ministros indicados por Lula estavam estreitamente ligados ao ex-presidente. Cristiano Zanin, por exemplo, foi advogado de Lula durante a Lava Jato, enquanto Flávio Dino foi seu ministro da Justiça.
O impacto do ‘efeito Dino’
Outro fator que pesa contra Messias é o chamado “efeito Dino”, uma preocupação crescente entre os parlamentares de que ele possa adotar posturas investigativas semelhantes às de Dino, que se destacou por sua atuação em relação às emendas parlamentares. A ida de Messias à CPMI pode aumentar o desgaste político, já que a comissão é conhecida por seu ambiente hostil e muitas vezes caótico, onde os deputados e senadores frequentemente se envolvem em discussões acaloradas.
Relação tensa entre Alcolumbre e o governo
A relação entre Alcolumbre e o governo Lula se deteriorou, especialmente após a aprovação de pautas que descontentaram o Planalto. Alcolumbre, que já havia se alinhado ao governo, agora se mostra mais receptivo à oposição, o que gera um clima de incerteza. O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), confirmou que esteve com Alcolumbre recentemente, o que pode indicar uma aproximação estratégica em um momento crucial.
A defesa de Messias e a atuação de Lula
Diante da resistência à indicação de Messias, o presidente Lula deve entrar em campo pessoalmente para garantir os votos necessários. O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), afirmou que a aprovação de Messias é uma prioridade central do governo e expressou confiança de que ele será chancelado pelo Senado. A sabatina na Comissão de Constituição e Justiça está marcada para 10 de dezembro, e muitos veem essa data como uma manobra de Alcolumbre para dificultar a articulação de apoio a Messias entre os parlamentares.
A situação continua a se desenrolar, com a oposição tentando capitalizar sobre o descontentamento existente e o governo buscando formas de reverter a narrativa negativa em torno da indicação de Messias ao STF.
Fonte: noticias.uol.com.br





