Histórico detalha líderes e conquistas na categoria que celebra a diversidade do cinema mundial

Itália, França e Japão lideram em prêmios do Oscar melhor filme internacional, com Brasil buscando novo título em 2026.
Histórico do Oscar melhor filme internacional e a liderança da Itália
O Oscar melhor filme internacional sempre foi um marco para reconhecer o cinema fora dos Estados Unidos. Na história da premiação, a Itália se destaca como o país que mais levou o prêmio, acumulando um total de 14 estatuetas, incluindo 11 conquistas competitivas e 3 prêmios honorários anteriores à oficialização da categoria. Obras como “A Estrada da Vida” (1956) e “Noites de Cabíria” (1957), ambas dirigidas por Federico Fellini, são exemplos emblemáticos dessa trajetória. Fellini também conquistou a estatueta com a obra “Oito e Meio” (1963). Outro cineasta fundamental para o sucesso italiano foi Vittorio de Sica, que venceu com “Ontem, Hoje e Amanhã” (1964) e “O Jardim dos Finzi-Contini” (1971).
França e Japão: potências culturais na premiação do Oscar melhor filme internacional
Na sequência, a França ocupa o segundo lugar no volume de prêmios, com 12 estatuetas, das quais nove foram conquistadas em competição e três foram honorárias. Diretores como Jacques Tati, com “Meu Tio” (1958), e Luis Buñuel, com “O Charme Discreto da Burguesia” (1972), são alguns dos nomes que reforçam a tradição francesa no Oscar melhor filme internacional. O Japão, com cinco prêmios – sendo três honorários e dois competitivos –, também tem uma presença marcante. Akira Kurosawa, um dos cineastas japoneses mais renomados, foi premiado com “Rashomon” (1951) e “Dersu Uzala” (1975), além de receber um Oscar honorário em 1990 pelo conjunto da obra.
A relevância do Brasil na disputa e a expectativa para 2026
O Brasil, que conquistou seu primeiro Oscar melhor filme internacional com “Ainda Estou Aqui”, dirigido por Walter Salles, tentará repetir o feito na 98ª cerimônia com “O Agente Secreto”. A busca pelo bicampeonato coloca o país em destaque na categoria, que valoriza produções de diversos territórios. Essa tentativa reflete o crescimento e o reconhecimento do cinema brasileiro no cenário global, mostrando sua capacidade de competir entre as produções mais aclamadas internacionalmente.
Panorama hispânico e outras nações com destaque no Oscar melhor filme internacional
A influência do cinema hispânico na categoria também é expressiva. A Espanha soma quatro prêmios com diretores como José Luis Garci, Fernando Trueba, Pedro Almodóvar e Alejandro Amenábar. A Argentina possui duas estatuetas, conquistadas com “A História Oficial” (1985) e “O Segredo dos Seus Olhos” (2009). Outros países europeus como Suécia e Dinamarca registram vitórias consecutivas, com nomes como Ingmar Bergman e Gabriel Axel, respectivamente, ampliando o alcance do Oscar melhor filme internacional.
Panorama geral dos países vencedores e a diversidade cultural reconhecida pela Academia
Além das nações já mencionadas, uma série de países acumula prêmios na categoria, refletindo a diversidade do cinema global valorizado pela Academia. Alemanha, Holanda, U.R.S.S., Áustria, Suíça, Tchecoslováquia, Irã, Hungria, México, Polônia, Canadá, Chile, Coreia do Sul, Rússia, África do Sul, Argélia, Bósnia e Herzegovina, República Tcheca, Alemanha Ocidental, Costa do Marfim, Taiwan e Reino Unido são exemplos de territórios que já tiveram suas produções reconhecidas. Essa variação geográfica demonstra a abrangência cultural do Oscar melhor filme internacional, que valoriza narrativas locais com apelo universal.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br





